terça-feira, 22 de novembro de 2011

Esportivos nacionais: 1950, 1960 e 1970

  Carros esportivos sempre estiveram presentes nas mentes dos entusiastas. Contarei aqui um breve histórico dos anos 60 e 70, com uma breve passada na década de 50.
  Em 1956 e durou até 1963, teve inicio de produção o Willys Interlagos, o carro era praticamente um Renault Alpine A110 para o mercado brasileiro. O Interlagos fez grande sucesso na corridas, e hoje é muito raro e a grande maioria esta nas mãos de colecionadores, haviam três configurações de motor: 845cm³ de 42cv, 906cm³ de 56cv e 998cm³ de 70cv e carburador duplo, essa ultima utilizada em competições, parece pouco, mas imagine o último motor na versão Berlineta que pesava apenas 545 Kg...
Willys Interlagos Berlineta
  Agora vamos entrar no território da Simca com o Chambord Rallye de 1962, o Chambord por si próprio é um dos mais belos carros já fabricados no Brasil, e na versão Rallye ficava mais interessante com as cores exclusivas e as tomadas de ar no capo. Aliás o motor era o mesmo do Présidence, um V8 2.4 de 105cv, ante os 90cv das versões comuns, mesmo assim o Belo Antonio não animava, apelido em referencia a beleza do carro e sua falta de potência, mas o apelo esportivo é evidente.
Simca Chambord Rallye
  Em 1966, o Chambord perdia o o sobrenome Rallye e ganha o tufão. Com o motor Hemi Sul de 140cv, que rendia mais folego esporte de luxo da Simca, mas infelizmente, as charmosas entradas de ar já não estavam mais presentes. O motor Hemi Sul, leva esse nome, por ser o primeiro motor de câmara de combustão hemisférica fabricado no hemisfério sul.
Simca Chambord Tufão
  No final da década, a Simca foi comprada pela Chrysler. Em 1969, surgia o Esplanada GTX, o motor era o mesmo Hemi Sul de 140cv, mas a esportividade transbordava, haviam faixas identificando a versão, rodas de aço com desenho esportivo e o interior fazia o motorista realmente se sentir em um carro especial.
Chrysler Esplanada GTX
  Em 1964, era apresentado no IV Salão do Automóvel o Brasinca 4200, também conhecido por Uirapuru. Sua produção teve inicio no ano seguinte, o motor era um Chevrolet Brasil de 4200cm³, alimentado por 3 carburadores SU H4, iguai os utilizados pela Jaguar. O motor era um motor de caminhão de torque em baixas rotações mas, no Brasinca, rendiam 155cv, o suficiente para leva-lo a 200Km/h.
Brasinca 4200 GT
  Genaro "Rino" Malzoni, idealizou aquele que seria o precursor dos esportivos fora - de - série mais popular do Brasil. Em 1965, era apresentado o GT Malzoni, com motor DKW de três cilindros e 981cm³ de 51cv. Sua carroceria era inspirada nos Ferrari 275 GT, e logo se tornou campeão das provas que participava, graças ao torque em altas rotações tipicas dos motores 2 tempos. Em 1966, era apresentado o Puma GT, a mecânica era a mesma do GT Malzoni, porem a inspiração vina do Lamborghini Miura. Em 1967 e 1968, houve troca de motores, 1500cm³ e 1600cm³, ambos Volkswagen respectivamente.
GT Malzoni
Puma GT DKW
  Em 1971, surge o Puma GTE e sua versão conversível o GTS. O chassi era o mesmo do Karmman Ghia até 1975, quando foi substituído por um chassi de Brasilia, mais largo e que melhorava a aderência. O motor VW refrigerado a ar, podia ter sua cilindrada aumentada até os 2000cm³, e as persianas davam lugar as janelas traseiras laterais, esse Puma foi exportado para diversos mercados e muito elogiado por sua condução dinâmica.
Puma GTE 1972
Puma GTE 1977
  Em 1974, era lançado o Puma GTB S1, com mecanica 4.1 do Opala de 125cv, passando a usar o 250-S em 1971 com 171cv. Na época o GTB era um dos carros mais caros, custava apenas menos que o Galxie, nenhuma unidade foi exportada.
Puma GTB S1
  A linha Volkswagen apresentou muitos modelos esportivos na década de 1970, no caso não falarei sobre o Karmman Ghia original. O Karmman Ghia TC, foi um veiculo exclusivo para o mercado brasileiro, fabricado de 1971 a 1975, teve problemas quanto a duração de sua carroceria. A inspiração era no Porsche 911 da década anterior, seu motor assim como o da TL e SP1, eram o mesmo da Variant (motor plano 1600cm³ de cilindrada e carburação dupla). Hoje o TC é raro de ser encontrado em boas condições.
Karmann Ghia TC
  Em 1972, é lançado o SP1/SP2, ambos são raros, mas o primeiro ainda mais, a diferença esta apenas no motor 1600 no SP1 e 1700 no SP2.Era um esportivo nato, mas o alto preço e o desempenho abaixo do esperado decretaram seu fim em 1975, foram fabricados pouco mais de 10 mil carros.
VW SP2
  Em 1974, é lançado o Fusca 1600s, conhecido também por Super-Fuscão, Besourão e Bizorrão. Seu principal diferencial era o motor 1600 com carburação dupla que rendia 54cv, o primeiro Fusca com carburação dupla de fábrica do mundo. As rodas eram de aro 14 iguais as da Brasilia, o volante era esportivo e os bancos anatômicos, dois anos depois a versão não era mais oferecida, virou apenas Fusca 1600.
VW Fusca 1600 S
  Em 1976, surgia o Passat Ts. Faixas laterais, volante e painel esportivo, os quatro faróis e o motor AP 1.6 eram exclusivos da versão. Em 1977, repetiu nas pistas o sucesso das ruas, o tornando um dos carros mais desejados da época.
VW Passat TS


  No inicio dos anos 70, a Ford lançava seu representante esportivo, o Corcel GT, os destaques eram o capo preto fosco, o teto revestido em vinil e os faróis de longo alcance. Junto surgia o GT XP, com motor 1.4 de 85cv e dupla carburação. Em 1973, mudanças na grade dianteira e nos detalhes deixam o Corcel GT mais parecido com o Mustang. Em 1978, com a chegada do Corcel II, chega um novo GT, esse contava com sobre aros cromados, pintura em 2 tons, sendo sempre a parte superior preta e faróis de milha. Seu motor agora era um 1.6, de 65cv, mas sua ideia não agradou e hoje é um modelo muito raro.
Ford Corcel GT XP 1972
Ford Corcel GT 1973
Ford Corcel II GT
  Um dos ícones dos anos 70, foi o Ford Maverick GT. Além de suas linhas musculosas, tomadas de ar no capo e faixas pretas constatando com a pintura, contava com o poderoso V8 de 302pol³, o mesmo usado no Mustang. O motor rendia 197cv, 33,5 kgfm de torque com carburador duplo, imagine o estrago que o carburador quadrijet era capaz nesse motor...
Ford Maverick GT



  Em 1970, a Chevrolet lança a versão esportiva do seu primeiro automóvel fabricado no Brasil, o Opala SS. Era um 4 portas, com faixas que identificavam a versão, rodas esportivas e o primeiro Opala a usar o motor 4.1 ou 250pol³ que rendiam 140cv. Em 1972, junto com a versão cupê fastback, chega o SS na mesma configuração, mais esportivo e conhecido que o SS anterior. Em 1974, surge o SS com motor 4 cilindros 151-S, de 94 cv usado no SS4, o SS6 passava a contar com motor 250-S, que contava com 153cv. Em 1975 mudanças na carroceria seguem o resto da linha Opala. Houve também a Caravan SS com o famoso slogam, "Leve tudo na esportiva." Seguia o acabamento do Opala SS.
Chevrolet Opala SS 1971
Chevrolet Opala SS 1972
Opala SS4 1974
Chevrolet Caravan SS 1978
  O Chevette também mereceu suas versões esportivas, sendo a primeira o Chevette GP de 1975, em alusão a Grande Premio do Brasil de F-1. O GP II, chegava 2 anos mais tarde, mas ambos usavam o motor 1;4 de 68 cv, que apesar de não empolgar com a potência, contava com tração traseira o que tornava o carro muito esperto, rodas com sobre aros cromados, faróis de neblina e as faixas que o diferenciava das demais versões.
Chevrolet Chevette GP II
Dodge Charger R/T 1973
  Para finalizar esta primeira parte, vamos falar do Dodge Charger R/T. Lançado em 1970, como modelo 71, o Charger R/T contava com bancos individuais dianteiros, freio a disco nas rodas dianteiras, direção hidráulica, as faixas laterais e rodas esportivas em aço. Em 1973, assumiu aos quatro faróis dianteiros atrás da grade, o modelo nacional mais conhecido, painel imitando madeira e volante esportivo eram sinonimos de esportividade na época. o motor de 318pol³, tinha taxa de compressão maior aos demais carros da linha Dodge e rendia 215cv, o R/T, perdeu esportividade com o tempo, até o decepcionante modelo 1979, já sob comando da VW.
  

2 comentários:

  1. Só os grandes clássicos, ver o Simca Chambord me remete ao passado, que meu pai não parava de falar dele... rsrs

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  2. Acho que o Chambord marcou época, meu pai fla muito dele e dos problemas que dava...

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