quinta-feira, 15 de março de 2012

Esportivos nacionais: 1980 e 1990.


  Após um atraso de meses, continuo aqui a série dos esportivos nacionais, nesse post, fico restrito aos carros de linha, já que nessas 2 décadas os fora de série perderam destaque sobretudo, nos anos 1990, com a abertura a importação, nossos foras-de-série foram dizimados.
  Começamos com a Chevrolet, sem o brilho dos Opala SS, porém a linha contava com esportivos interessantes. Começamos com o Chevette S/R lançado em 1981, a versão era disponibilizada na carroceria hatch, faixas laterais em degradê, faróis de neblina, aerofólio e interior diferenciado. Embora fosse uma versão esportiva contava com rodas de aço e a única opção de motor era o 1.6.
Chevrolet Chevette S/R 
  Em 1985, era apresentado o Monza S/R, assim como o Chevette contava apenas com a versão hatchback, contava com motor 1.6 de 106cv, dez a mais que as demais versões, possível graças ao carburador de corpo duplo, e escape e coletor de admissão de menor restrição, o câmbio de relações curtas conferiam certa agilidade, a suspensão era retrabalhada, contando com molas e amortecedores mais firmes e estabilizadores de maior diâmetro. Como na maior parte dos esportivos da época, contava com bancos Recaro e rodas de alumínio em 14 polegadas além, das faixas decorativas e emblemas da versão, em 1987 chega a versão 2.0, porém entregava apenas 95cv, não fez o sucesso da anterior.
Chevrolet Monza S/R


  Em 1989, chega o Kadett GS, após o fim do Monza hatchback, substituía o S/R. O Kadett GS contava com rodas de alumínio de 14 polegadas, para-choques exclusivos pintados na cor da carroceria com faróis de neblina integrados, aletas aerodinâmicas nos limpadores de para-brisa,  saias laterais e aerofólio entravam no pacote visual, saídas de ar no capô, lanterna de neblina traseira, finalizados por máscara negra na tampa do porta malas e ponteira de escape dupla. No interior contava com bancos Recaro, volante esportivo e painel com grafia e iluminação vermelha. O motor 2.0 contava com 110cv e suspensão mais rígida. Em 1991, o GSi  com injeção eletrônica analógica, a potência subia a 121cv, completava a nova versão painel digital, freio a disco nas 4 rodas com ABS e, uma versão conversível feita pela Bertone.


Chevrolet Kadett GS
Chevrolet Kadett GS
Chevrolet Kadett GSi
Chevrolet Kadett GSi Conversível

  Em 1994, a Chevrolet lançava no Brasil seu hatch mais moderno, fabricado pela subsidiária europeia Opel, o Corsa. Junto ao seu lançamento, vinha o corsa GSi Ecotec 1.6 16 válvulas, o motor importado da Hungria, contava com 106cv e um câmbio de relações curtas favorecendo a a agilidade, contava com apêndices aerodinâmicos, rodas de liga leve, freios com ABS, bancos envolventes, suspensão mais firme, grafia do painel diferenciada e teto solar manual.
Chevrolet Corsa GSi 16V
  Em 1995, chegava um dos mais emblemáticos carros já visto no Brasil, o Vectra GSi, foi o carro mais rápido de seu tempo. Assim como nos Corsa GSi, o motor era importado da Hungria, um Ecotec 2.0 de 150cv, contava com pistões forjados e comandos de válvulas de eixo oco, sento mais leves que os convencionais,  o corpo de injeção contava com duas borboletas e sistema sequencial, radiador de óleo e coletor de escape 4x2 em inox faziam parte do motor. O Vectra GSi, era um esportivo de visual discreto, as rodas de liga de 15 polegadas, tinham design inspirado em laminas de turbinas, contava ainda com um sútil aerofólio e capô do Calibra.
Chevrolet Vectra GSi

  Entrando na linha Fiat, com seu carro de maior sucesso no país, o Uno. Em 1987, surgia o Uno 1.5R, um carro que marcou época, vinha com faixas laterais e tampa do porta-malas  em preto fosco, rodas com as raras calotas que imitavam discos de telefone, aerofólio traseiro, interior com detalhes em vermelho. Em 1989, ganhava novo grafismo nas faixas laterais e rodas de alumínio. Em 1990, chega o Uno 1.6R, similar ao 1.5, contava com a nova frente mais baixa, bagageiro no teto, teto solar, em 1993, chegava a versão com injeção eletrônica, que junto com a eliminação do catalisador e aumento da taxa de compressão chegava a 92cv e 13kgfm de torque, em 1994, novo painel e direção hidráulica como opcional.
  Em 1994, surgia o Uno Turbo 1.4 i.e. Foi o primeiro carro nacional de série a sair com turbo de fábrica, contava ainda com intercooler e radiador de óleo, sua potência era de 118cv com torque de 17,5kgfm de torque, tinha velocidade máxima de 195 km/h e fazia de 0 a 100 em 9,2 segundos. O turbo não atuava abaixo d0s 3500 giros, fazendo seu comportamento dócil em baixas rotações e explosivo nas altas, rodas e discos de freio vinham do Tempra, a suspensão era redimensionada e contava com barra anti-torção dianteira, os para-choques e saias laterais eram esportivas, assim como bancos envolventes e volante de 3 raios, o painel era completo com direito a manômetro de pressão do turbo, e termômetro de óleo, o estepe ia no porta malas, já que o motor maior não o acomodava mais.
Fiat Uno 1.5R 1987
Fiat 1.5R 1989
Fiat Uno 1.6R

Fiat Uno 1.4 Turbo i.e


  O Fiat Tempra, sem dúvidas foi o médio de maior sucesso da marca no Brasil. Em 1995, era lançado o Tempra Turbo, com carroceria de 2 portas, desenvolvia 165cv no motor 2.0, esse valor era alcançado com uma turbina Garrett com pressão de o,8kg de pressão, em torque também não fazia feio, contava com  26,7kgfm, fazia de 0 a 100 em 8,2 segundos, sua velocidade máxima era de 220km/h. Molas, amortecedores, coxins e buchas eram mais rígidos, além de  cambagem negativa, caixa de direção em posição mais baixa e novas posições dos braços da suspensão traseira contribuíam para uma melhor dirigibilidade. Rodas de 14 polegadas, aerofólio com brake light, painel completo contava com termômetro de óleo, manômetro de pressão de óleo e turbo. Em 1997, era disponibilizado o Tempra Stile, mesmo motor, porém 4 portas e acabamento mais luxuoso.
Fiat Tempra Turbo

Fiat Tempra Turbo Stile

  Em 1998, o sucessor do Tempra o Marea, ganhava a opção do motor turbo, tanto no sedã quanto na perua. O motor era o mesmo do Fiat Coupe Italiano, um 2.0 5 cilindros que desenvolvia 182cv e  27kgfm de torque, o motor contava com válvulas de escape refrigeradas por sódio, radiador de óleo, e intercooler. A suspensão era mais firme e as rodas de 15 polegadas mais largas, um dos poucos adereços externos era as saídas de ar no capô, por dentro tinha pedaleiras esportivas, volante revestido em couro perfurado e fundo branco no painel de instrumentos. Assim como nos Uno e Tempra Turbo, o comportamento do motor não era muito dócil, sendo muito fraco em baixas rotações, explodindo em médias e altas.
Fiat Marea Turbo

Fiat Marea Turbo Weekend

  Em 1983, a Ford apresentava no Brasil a versão esportiva de seu carro mundial, o Escort. O Escort XR-3, estreava em 1984,  contava com defletor no para-choque dianteiro, rodas de liga leve de 14 polegadas, teto solar de vidro com persiana, faróis de neblina e de longo alcance, lavador nos faróis principais, bancos esportivos, volande de menor diâmetro, painel completo. O motor 1.6 a álcool tinha suas modificações, melhoria nos dutos de admissão, comando de maior graduação, válvulas maiores, carburador e nova curva de ignição, gerando 82,9cv e 12,8kgfm de torque, o desempenho era insatisfatório para um esportivo. Em 1985, é lançada a versão conversível que era feita pela Karmann Ghia, o porta malas e o banco traseiro eram reduzidos afim de acomodar a capota, uma barra transversal ligava as colunas centrais, essas conferiam maior rigidez e uma certa proteção em capotamentos. Em 1987, o Escort era remodelado, ficando mais arredondado por dentro e por fora, os para-choques passaram a ser envolventes, e era retirado o farol de longo alcance, a aerodinâmica melhorava com a nova grade dianteira menor.
  Em 1988, com a autolatina, uma parceria entre Ford e VW, o XR-3 ganha o motor AP 1.8. o mesmo que equipava o Gol GTS. Em 1991, chega a série Formula, amortecedores de controle eletrônico, bancos Recaro com ajuste lombar, após o término da série o cara amortecedor seguiu como opcional. Em 1992, o aerofólio passa a ser pintado e ganha direção hidráulica.
  Em 1993, é lançada a nova geração do Escort e do XR-3, visual mais moderno e arredondado, faról de duplo refletor, faróis de neblina integrado ao para choque junto ao pisca, bancos Recaro com apoio lombar duplo, sistema de áudio com equalizador e amplificador, no conversível a traseira não era mais diferenciada, o motor era exatamente o mesmo do Gol GTI, AP 2.0 de 115cv e 17,6kgfm, freio a disco vinha nas 4 rodas e a suspensão era muito firme.
  Em 1999, com a ultima reestilização do Escort, chega o RS, não tinha o visual agressivo dos XR-3, mas contava com o eficiente motor .Zetec 1.8 16 válvulas de 115cv, porém era o mesmo motor do restante da linha, contava ainda com adereços aerodinâmicos discretos, rodas esportivas e suspensão um pouco mais firme.
Ford Escort XR-3 1985
Ford Escort XR-3 Conversível 1985
Ford Escort XR-3 Laser e suas calotas raras e caras
Ford Escort XR-3 1992
Ford Escort XR-3 Conversível 1993
Ford Escort XR-3 1993
Ford Escort RS 1998

   De 1980 a 1982, a Volkswagen contava com o Passat TS, os faróis eram retangulares, vinha com adessivos "TS" na grade e nos para-lamas, faixa preta sob os vidros laterais, e friso de borracha nos para-choques. Em 1983, reestilizado agora é GTS Pointer, faróis triangulares duplos, rodas de liga leve e motor AP 1.6. Em 1985, para-choques envolventes e faixas laterais que acompanharam até o fim em 1989. Teto solar opcional, motor 1.8 de funcionamento mais elástico, bancos Recaro, volante esportivo e painel completo faziam parte da série.



Volkswagen Passat TS 1980
Volkswagen Passat GTS 1983

Volkswagen Passat GTS Pointer 1988

  O carro mais vendido do país, também teve suas versões esportivas. Em março 1984, surgia o Gol GT, contava com motor 1.8 movido a álcool ou gasolina, o comando de válvulas vinha do Golf GTI alemão o famoso 49G, o motor rendia 99cv e contava com 14,9kgfm de torque, fazia de 0 a 100 em 9,7 segundos com uma velocidade máxima de 180km/h, a grade era na cor do veículo, faróis de longo alcance, defletor sob o para choque, rodas de 14 polegadas em alumínio, escapamento com ponteira dupla, onde o som ficava apenas 2 decibéis abaixo da lei vigente, o adesivo GT no vidro traseiro era inspirado no Scirocco, a frente era igual a do Voyage com faróis maiores e pisca nas extremidades dos faróis, bancos Recaro com ajuste lombar, relógio digital no console central, painel co grafia vermelha, um pequeno conta-giros era ilegível, suspensão mais firme, nos freios dianteiros as pinças eram maiores, cambio de 4 marchas não stinha boa comunicação com motor, logo foi trocado pelo de 5 marchas oferecido no Voayage e na Parati.
  Em 1987, com a renovação da linha Gol, o GT passa a ser GTS, a frente ficava mais baixa, os para-choques passaram a ser envolventes com farol de neblina integrado, largas molduras laterais pretas,  novas rodas e aerofólio traseiro  faziam parte da versão. Em 1988, chega o novo painel, conhecido como satélite, similar ao do Santana onde os comando ficavam mais próximos do motorista e um conta-giros agora legível, ficou em linha até 1994, junto ao Gol GTI.
  Em 1988, chegava o Gol GTI que contava com a moderna injeção eletrônica analógica Bosch LE-Jetronic, ignição mapeada, era eliminado o afogador, o motor 2.0 rendia 112cv e 17,kgfm de torque, era oferecido apenas a gasolina, fazia de 0 a 100 km em8,8 segundos e velocidade máxima de 188km/h, no primeiro ano foi oferecido apenas na cor azul Mônaco, sendo fabricados 2000 unidades no primeiro ano, para-choques e molduras laterais eram pintados de prata, lanternas fumê, novo aerofólio, bancos Recaro com encosto de cabeça vazado, volante revestido em couro e painel com grafia e iluminação vermelha, os freios dianteiros vinham com discos ventilados. Em 1991, assim como no GTS, vinham as rodas Orbitais. Em 1992, ganhava catalisador. Em 1993, é a única versão do Gol a ter direção hidráulica de série.
  No final de 1994, chega a nova geração do Gol, e junto dela o GTI. Faróis de refletor duplo, saias laterais largas, aerofólio sobre o vidro traseiro, a injeção eletrônica era Ford FIC, tendo a potência de 109cv no motor AP 2.0, em 1996, chega o GTI 16 válvulas, contava com 145cv e 18,4kgfm de torque, as bielas eram mais longas, coletores de fluxo cruzado, fazia de 0 a 100 km em 8,8 segundos, e tinha a velocidade máxima de 209km/h, havia um calombo sobre o capô para acomodar o motor mais alto, assim como o motor o câmbio vinha da Alemanha, comando de embreagem hidráulico, rodas de alumínio de 15 polegadas, freio a disco nas 4 rodas com ABS, suspensão recalibrada com estabilizador também na traseira, interior em couro preto ou combinado com vermelho. Junto com o GTI 16 válvulas, chegava também o TSi, mesmos faróis do GTI, rodas 14 polegadas, o motor 1.8 passaria a ser 2.0 no ano seguinte.

Volkswagen Gol GT 1985

Volkswagen Gol GTS 1991

Volkswagen Gol GTI Azul Mônaco 1988
Volkswagen Gol GTI 1993 com rodas orbitais

Volkswagen Gol GTI 1995
Volkswagen Gol GTI 16V 1996


Volkswagen Gol TSi 1997



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