quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Austin Mini Seven/ Morris Mini Minor/ BMC Mini/ Rover Mini

Minha ilustração um Cooper S MK III finalizado no Photoshop.
  Existem alguns símbolos típicos ingleses que são reconhecidos em todas as partes do Mundo, como não associar aos britânicos os ônibus vermelhos de 2 andares, igualmente vermelhas as cabines telefônicas, os taxis pretos exclusivos da paisagem londrina, Os Beatles e claro o carro que ficou eternizado como o carro do Mr. Bean, personagem de Rowan Atikson que dirigia um na cor amarela com capo preto que aterrorizava os donos daquele carro de três todas Relliant Robin, o carro também ficou eternizado com pinturas indianas e psicodélicas do Beatle George Harrison, para os britânicos o Mini Cooper representa o mesmo que o Fusca representa para nós brasileiros.
George Harrison e seu Mini (http://www.examiner.com)

  Projetado por Alec Issigonis, o Mini foi projetado em tempo recorde os desenhos se iniciaram em março de 1957 e em abril de 1959 eram apresentados o Austin Seven e o Morris Mini Minor, durante o projeto Issigonis idealizava o carro que deveria usar motor transversal e ter sistema de lubrificação do motor e do cambio compartilhados, coube a Castrol desenvolver um lubrificante para tornar isso possível, as rodas teriam 10 polegadas de diâmetro e os pneus deveriam sustentar a carroceria, conferir uma boa segurança e ter baixo atrito, a tarefa ficou a cargo da Dunlop e todos esses esforços conjuntos ajudaram na rapidez do projeto, pois a crise no canal de Suez limitava por cotas a quantidade de petróleo que os países poderiam comprar.
Mini em corte lateral, bom espaço interno e radiador montado
ao lado esquerdo do motor (http://www.topbritishinnovations.org)
  Com apenas 3,05 metros de comprimento, 2,03 m de entre-eixos, 1,41 m de largura e 1,35 m de altura pesava apenas 570 kg, apesar de pequeno seu espaço interno era surpreendente, afinal o carro foi pensado para o máximo aproveitamento de espaço. O tanque de combustível armazenava apenas 25 litros mas era mais do que o suficiente já que seu consumo chegava a 20km/l. O motor que seguiu a exigência do projeto de ser instalado na posição transversal deslocava apenas 848 cm³, o pequeno bloco de 4 cilindros desenvolvia a potência de 30 cv e atingia a velocidade máxima de 115 km/h, assim como a disposição do motor a tração dianteira era incomum para a época o que mais uma vez tornava melhor o aproveitamento do espaço interno, o cambio contava com 4 marchas, sendo a primeira não sincronizada e a alimentação era feita por um carburador SU.
  O Mini contava ainda com suspensão independente nas quatro rodas, braços sobrepostos na dianteira e braços arrastados atrás, isso permitia que as rodas ficassem o máximo possível nas extremidades da carroceria, o curioso é que o carro utilizava batentes de borracha como elemento elástico da suspensão a vantagem da borracha é ela consegue por si anular os efeitos da compressão e da distensão. O rodar não era dos mais confortáveis porém a estabilidade era um seu ponto alto assim como a direção, o Mini foi o primeiro veículo a usar as juntas homocinéticas do tipo Rzeppa, as mesmas utilizadas nos carros atuais, antes de seu uso os automóveis de tração dianteira eram sensíveis às acelerações, sempre era passado ao volante algum movimento indesejável, os freios eram a tambor em ambos os eixos, mas eram suficientes para o desempenho e peso do modelo.
  Em 1961, chega a versão mais conhecida do Mini, o Cooper. Desenvolvido por John Cooper, projetista e construtor de carros de Fórmula 1 e Rali. O motor agora vinha com 998 cm³ de cilindrada que desenvolvia a potência de 54 cv e o torque de 7,5 kgfm a alimentação, agora era feita por dois carburadores SU, o cambio tinha suas relações encurtadas o que deixava o carro muito ágil e atingia a velocidade máxima de 145 km/h. Os discos dianteiros passaram a usar discos o que melhorava muito seu comportamento nas frenagens. O modelo fez sucesso e dois anos mais tarde era lançado o Cooper S. A cilindrada passa a 1.071 cm³, a potência chegava a 70 cv e alcançava a velocidade máxima de 160 km/h, o comportamento era comparado com o de um kart e o Cooper S foi um sucesso em ralis e autódromos.
  Em 1964 o Cooper S ganhava novas melhorias. O motor passava a ser um 1.275 cm³ com 78 cv ficava mais ágil nas arrancadas. Neste ano o capo ganhou as duas faixas brancas, a saída de escapamento vinha em posição central , a altura em relação ao solo era reduzida e novas em alumínio as Mini-Lite pediam extensores nos para-lamas por utilizarem pneus mais largos. No interior  volante esportivo e novo painel com conta-giros, mas a posição continuava a ser central, mas nada o que tirasse a diversão de dirigir o Cooper S que era ágil e com bom comportamento dinâmico. O carro contava com 2 tanques de combustível que totalizavam aproximadamente 60 litros e tiravam boa parte do espaço do porta-malas de apenas 120 litros, mas quem se importa com bagagem em um veículo esportivo...
Mini 1275 GT (http://upload.wikimedia.org/)
  Após de mais de 1 milhão de unidades vendidas em 1967  o Mini passava por mudanças de estilo, o vidro traseiro ficava maior, as lanternas passavam a ser verticais em formato retangular, a grade com linhas retas tinha o formato de trapézio invertido. Em 1969 a Austin e a Morris deixam de existir, agora o mini passava a ser BMC Mini 850 e Mini 1000, conforme a motorização utilizada. As portas perdiam as dobradiças aparentes e os vidros passavam a ser descendentes no lugar dos corrediços. Em 1972, o Cooper S deixava de ser produzido com a tentativa do grupo BMC em vender o modelo 1.275 GT que contava com o motor do Cooper S com apenas 1 carburador, o que reduzia a potência para 67 cv, por fora faixas pretas nas laterais e rodas de alumínio de 10 polegadas identificavam a versão, na dianteira a nova grade mais simples não agradou a maioria.

 
Mini Sealine (http://www.minicorp.net)
Em 1990 a BMC já não mais existia e a responsável pelos Mini passou a ser a Rover. O carro ao longo dos anos 80 passou por diversas melhorias e modificações pequenas no estilo, mas sempre mantendo o estilo clássico e inconfundível. Em 1994, a Rover era adquirida pela BMW, entre as várias versões existiam da básica Sealine até a sofisticada 35Balmoral que contava com pintura metálica, teto solar de lona que ocupava o teto quase por completo, painel de madeira nobre e rodas de alumínio. Era adotado também o air-bag como dispositivo de segurança. Em 1997 os Mini ganhavam injeção eletrônica multiponto.
Últimos Mini, Classic Seven vermelho, Classic Cooper verde,
Classic Cooper Sport azul e Knightsbridge dourado.
(http://www.netcarshow.com)
  Em 1999 uma série de despedida foi lançada, a Rover não andava em boa situação financeira e a BMW decidiu vende-la ao consórcio inglês Phoenix, a Land Rover passava ao domínio da Ford. As ultimas versões foram a Classic Seven, Classic Cooper, Classic Cooper Sport e para exportação a Knightsbridge em outubro do ano 2000 o ultimo Mini saía da fábrica após mais de 5 milhões de unidades produzidas. Além da Inglaterra o Mini foi fabricado na África do Sul, Austrália, Bélgica, Chile, Espanha, Itália, Iugoslávia, Portugal, Uruguai e Venezuela. Apesar de nunca ter sido fabricado no Brasil, existe uma grande admiração pelo modelo, a partir do ano 2000 a BMW lançou um novo Mini inspirado no modelo clássico, porém o carro é muito maior e mais pesado, mas não deixa de ser uma bela referência ao clássico inglês.


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