sábado, 23 de novembro de 2013

Chevrolet Opala: 45 anos de um ícone.




Aparência dos primeiros Opalas (racegarage.wordpress.com)
   Há 45 anos, em um mês de outubro como esse era lançado no 6º Salão do Automóvel de São Paulo um dos maiores ícones da indústria automotiva brasileira, o primeiro carro de passeio da Chevrolet a ser fabricado no país, o carro que após essas quatro décadas e meia continua fazendo a cabeça de muita gente (inclusive a minha), esse ícone atende pelo nome de Opala. Dois anos antes, a General Motors do Brasil iniciava o projeto 676 que daria origem um carro com no mínimo 44% de nacionalização estabelecidos pelo então presidente juscelino Kubitschek, foi considerado nacionalizar o Impala já presente em ruas brasileiras mas carros da Opel mais compactos e adequados para as ruas brasileiras ganharam a preferencia da equipe, inicialmente Kadett e Olympia estavam entre os possíveis modelos, mas o Rekord C lançado no mesmo ano de 1966 foi escolhido como base para o carro nacional.
Opel Rekord C (http://upload.wikimedia.org)
  O Opel Rekord diferencia-se do Opala praticamente pela dianteira, no carro alemão os faróis tinham um formato mais retangular com pequenos piscas no canto externo da carroceria, a grade dianteira e o para-choque também tinham um estilo diferente do que encontramos no opala, na traseira a diferença estava basicamente mais uma vez no para-choque, nas lanternas maiores e de formato retangular e no suporte da placa no centro do painel traseiro escondendo o bocal de abastecimento. O Opel Rekord contava com várias versões, das quais duas nunca tivemos no Opala, são elas o sedan, cupê, cupê fastback e perua de 3 e 5 portas. O veículo vendido na Europa contava com diversas opções de motorização, porem menos potentes eram elas 1,5 l de 58 cv, 1,7l de 60 e 75 cv, 1,9 de 90 cv e, a partir de 1967 um motor 6 cilindros de 2,2 l e 95 cv. Todos os motores contavam com 69,8 mm de curso dos pistões, curiosamente o mesmo curso dos motores 3,0 l que equiparam o Omega nos anos 1990. Ainda em 1967, era lançado o cupê Sprint  com motor 1.9 com dois carburadores de corpo duploque rendia 106 cv, o Opel Rekord C fico em linha até o ano de 1971 e foi um total sucesso de vendas na Europa com mais de 1 milhão de unidades vendidas.
  O nome Opala foi escolhido como alusão a pedra preciosa de mesmo nome e não da junção entre Opel e Impala como muitos afirmam, tudo bem que a carroceria é baseada em um modelo alemão e tinha o motor do carro americano, mas essa afirmação é muito vaga. O Opala contava em seu lançamento com a carroceria de 4 portas e duas opções de acabamento, a básica e a versão Luxo. Sua carroceria apresentava uma leve ondulação na lateral, o estilo conhecido como garrafa de Coca-Cola, essas linhas eram a sensação na época e surgiu no Corvette, os faróis redondos vinham em meio a uma grade de frisos horizontais cromados e os piscas vinham abaixo do para-choque. No Luxo as pequenas lanternas traseiras eram ligadas por uma frisada com a inscrição Chevrolet, ás luzes ré vinham instaladas abaixo do para-choque, a placa era fixada abaixo do mesmo e nas laterais traseiras vinham as inscrições Opala e o motor utilizado, o 3800 de 6 cilindros ou 2500 essa versão de 4 cilindros e aplicada na maior parte na versão Especial. As rodas recebiam em ambas as versões calotas cromadas e pneus com faixa branca.
  Os motores de 4 e 6 cilindros tinham a mesmas medidas no diâmetro e no curso dos pistões: 98,4 mm X 82,5 mm. O quatro cilindros tinha a cilindrada de 2.509 cm³ ou 153 pol³ que desenvolvia 80 cv de potência, o seis cilindros obtia a cilindrada de 3.764 cm³ ou 230 pol³ desenvolvendo a potência máxima de 125 cv. Ambos os motores eram robustos e tinham cabeçote e bloco em ferro fundido, comando de válvulas no bloco e acionamento de válvulas por varetas, ambos eram alimentados por um carburador de corpo simples. Os motores do Opala tinham como origem motores da GM americana, o 2,5 litro equipava o Nova 1961, e era o primeiro motor de 4 cilindros da marca desde 1928, o 6 cilindros vinha do Impala de 1963, era um motor robusto e foi base para produtos do grupo até os anos 80, além de ter sido usado como motores estacionários, em ônibus escolares e empilhadeiras posteriormente, tudo devido a sua confiabilidade e suavidade de funcionamento, além de não requerer regulagem de válvulas por contar com tuchos hidráulicos.
Opala na Stock Car, uma das muitas competições em que marcou presença. (http://carsale.uol.com.br)
  O desempenho do 3800 agradava o público, a velocidade máxima de 165 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em 13 segundos, foi o carro nacional mais rápido mas um ano depois perderia o posto para o Dodge Dart, o motor de 4 cilindros tinha o torque necessário, porem não empolgava por ser muito áspero a ponto de ser comparado com o motor diesel do Toyota Bandeirante. Com o passar dos anos ficou clara a deficiência na distribuição da mistura ar-combustível, onde os cilindros das extremidades recebiam uma mistura pobre e nos centrais a mistura era mais rica, uma preparação com 2 ou 3 carburadores duplos sanavam a deficiência, e foi largamente empregado nos carros da Stock Car.
  Em ambas as versões o cambio contava com 3 marchas de acionamento na coluna de direção, tração traseira, suspensão dianteira independente e traseira com eixo rígido e molas helicoidais em ambos eixos. Na dianteira um subchassi parafusado ao monobloco sustentava os elementos da suspensão, as rodas eram de aço de 14 polegadas e vinham dotadas dos primeiros pneus sem câmara de ar em um carro nacional. Outra novidade presente no Opala eram os freios auto ajustáveis, onde a regulagem da folga era feita após com uma frenagem após uma pequena marcha a ré, mas os freios sofriam de fadiga rapidamente pois os freios dianteiros ainda eram a tambor.
Opala SS primeira versão ainda com 4 portas. ( http://revistaautoesporte.globo.com)
  No ano de 1971 surgia um ícone o Opala SS, ainda disponível apenas na versão de 4 portas o carro trazia as clássicas faixas pretas no capô, laterais e traseira, estilo já consagrado com a linha Super Sport da GM americana, as rodas tinham um desenho mais esportivo e tala de 5 polegadas, no interior bancos dianteiros individuais, volante de 3 raios e aro de madeira e conta-giros no lugar do relógio que descia para o console central exclusivo da versão, rádio e ar condicionado poderiam equipar opcionalmente a versão esportiva.
Opala 1972 cupê na versão SS. (http://parachoquescromados.files.wordpress.com/2010/07/1972.jpg)
  O motor passava a 4.100 cm³ de cilindrada, o aumento deu-se pelo maior curso dos pistões que passavam a ser de 89,7 mm, esse novo motor rendia 140 cv dos quais 115 cv chegavam às rodas traseiras. O cambio de 4 marchas vinha com a alavanca no assoalho, a última marcha assim como no cambio de 3 marchas tinha a relação de 1:1, dizem que as 4 marchas eram exageradas para o 4.1, mas prevaleceu o gosto do público geral e do marketing feito no lançamento do carro. O SS contava ainda com estabilizador traseiro, opcional nas demais versões, diferencial autobloqueante, freios a discos nas rodas dianteiras e pneus aptos a uma velocidade máxima de 180 km/h. No mesmo anos as demais versões ganhavam novo desenho na dianteira, o topo de linha passava a se chamar Gran Luxo.
  Para 1972, chega enfim o cupê de estilo fastback, o motor 3,8 l era substituído pelo 4.1 e toda linha recebia trava de direção e tampa do bacal de combustível com chave. Para 1973 nova mudança na grade dianteira a grade agora apresentava um único friso cromado com a gravatinha da Chevrolet no centro em algumas versões, as luzes de direção passavam a vir nas extremidades dos para-lamas dianteiros e na traseira luzes de ré ao lado da pequena lanterna, com exceção do SS onde elas permaneciam abaixo do para-choque, bancos individuais e ar condicionado passavam a ser opcionais em toda linha, toda linha 6 cilindros passava a receber freio a disco na dianteira com servo-freio e haviam ainda mudanças no painel e no volante.
  Em 1974 o motor de 4 cilindros enfim passava por modificações, esse motor passou de 153 pol³ para 151 pol³, o que não alterou o valor significativo em centímetros cúbicos, a redução de cilindrada foi dada com aumento do diâmetro dos pistões para 101,6 mm e a redução do curso para 76,2 mm, um volante do motor de maior massa deixou o funcionamento do motor muito mais suave e o motor passava dos 80 cv para 93 cv e foi uma mudança chave para o sucesso da versão de 4 cilindros, era oferecido também cambio automático de 3 marchas inclusive para o 4 cilindros, seu acionamento era feito por uma alavanca ainda na coluna de direção.
Caravan 75 testada pela revista Quatro Rodas.
  Em 1975 o Opala ganhou sua primeira mudança de estilo e a linha crescia com a chegada da perua Caravan e chegava a versão luxuosa Comodoro, a Caravan era uma versão da perua Opel, mas foi disponibilizada apenas na versão 3 portas com 4 ou 6 cilindros, assim como no Opala, seu maior atrativo era o amplo porta malas. Como em todas reestilizações do Opala apenas frente e traseira recebiam modificações, o capô passava a abrir para frente, os faróis circulares traziam piscas instalados logo ao lado, a grade era formada por um conjunto de retângulos e na traseira 2 pares de lanternas circulares sendo as internas com a luz de ré integradas, a mudança foi harmoniosa mesmo sem mudanças nas laterais, algo que não mais aconteceria nas modificações posteriores.
  O Comodoro trazia um acabamento luxuoso, teto revestido em vinil, painel com apliques de jacarandá, rádio, relógio, direção hidráulica como opcional e pneus mais largos. A versão básica era designada apenas de Opala e no SS novos bancos com encosto ajustável e apoio de cabeça vinha de série, ainda no modelo esportivo, o revestimento interno era mais simples e alguns itens eram eliminados, entre eles o relógio, o motor ganhava 8 cv totalizando 148 cv com a adoção de um carburador de corpo duplo, o sistema de arrefecimento passava a ser selado.
Linha Opala 1978, novas linhas na frente e na traseira desde de 1975 e a perua Caravan adicionada no mesmo ano. (http://parachoquescromados.files.wordpress.com)
  A suspensão dianteira também recebia melhorias, uma manga de eixo mais robusta eliminava a flexão na ponta do eixo em relação das mangas com as curvas que afastavam as pastilhas dos discos, o que fazia que os Opalas de competição acenderem a luz de frio em retas, mas era apenas o piloto retornando as pastilhas para a posição de frenagem, já que o problema se manifestava mais frequentemente nas pistas.
  Na linha 1976 a taxa de compressão era ligeiramente aumentada de 7:1 para 7,5:1 e o motor 151-S estava disponível em toda linha e não mais apenas no SS-4. O acabamento interno passava a ser monocromático preto ou marrom e havia a opção pelos bancos individuais reclináveis com ou sem encosto alto. O Comodoro cupê podia ser equipado com meio teto de vinil conhecido como “Las Vegas” e, cambio automático com alavanca no console.
  Ainda em 1976 passava a ser oferecido o venerado motor 250-S. Era o conhecido 4.1 porém, era claramente um motor de temperamento esportivo, utilizava tuchos mecânicos no lugar dos hidráulicos o que permitia rotações mais elevadas, a taxa de compressão passava a 8,5:1, o que exigia gasolina de maior octanagem, o comando de válvulas trazia uma maior graduação e tempo de abertura das válvulas e o carburador era de corpo duplo. A potência chegava aos 171 cv medidos no motor e a aceleração até os 100 km/h era cumprida em apenas 10 segundos e a velocidade máxima beirava os 200 km/h. O SS ganhava rodas de aço com 6 polegadas de largura e faróis de neblina, o motor 250-S foi utilizado até mesmo na Caravan que ganhou a versão SS em 1978.
  Em 1978 o Comodoro também podia ser equipado com o motor de 4 cilindros e podia vir com o interior na cor vinho, conhecido como Chateau, a versão também foi oferecida na Caravan com acabamento mais luxuoso, console com relógio e conta-giros e por fora faróis de neblina. Em 1979 era oferecido um carburado de corpo duplo com dois estágios, tanque de combustível ampliado em 10 litros totalizando 65 litros e freio de estacionamento entre os bancos dianteiros. Era apresentada também a versão Diplomata, mais luxuoso que o Comodoro trazia revestimento com tecido aveludado, console em vinil, ar condicionado, rodas de alumínio e acabamento prateado na grade e nos aros dos faróis, a versão Diplomata constava no manual, mas nunca foi comercializado nesse ano/modelo, o SS trazia retrovisores esportivos em ambos os lados.
Linhas mais quadradas para os anos 1980. (www.opala.com)
  Para 1980, uma nova reestilização, eram adotadas uma nova dianteira e uma nova traseira, ambas de linhas mais quadradas que dominaram essa década, a seção lateral no entanto permanecia a mesma. Os faróis eram quadrados, os para-choques ficavam mais largos e ganhavam uma faixa central na cor preta, no SS os para-choques vinham na cor da carroceria, as luzes de direção agora eram envolventes instaladas junto aos faróis, na traseira as lanternas ficavam retangulares no cupê e no sedan e vinham em formato trapezoidal na Caravan e o bocal de abastecimento agora vinha ocultado pela placa traseira nos Opalas. Os pneus passavam a ser de construção radial, o que fez com que fosse adotada uma nova calibração na suspensão. Outra novidade no mesmo ano era o motor 4 cilindros a álcool que ganhava 8 cv totalizando 98 cv. O Diplomata seguia com ar condicionado ainda não integrado ao painel, toca-fitas, antena elétrica, rodas de alumínio e direção assistida de série e como opcionais podia ser adicionados teto com revestimento em vinil, cambio automático e o motor 250-S.
  No ano seguinte o interior era remodelado, o painel tinha linhas mais retas e era totalmente feito em plástico, os instrumentos eram divididos em 3 círculos no circulo direito era instalado o conta-giros no Diplomata e no SS, o Comodoro trazia um relógio e na versão básica não havia instrumentação neste espaço. O Diplomata trazia ainda voltímetro e vacuômetro no console central. A Caravan oferecia como opcional limpador do vidro traseiro, e toda linha passava a contar com válvula limitadora de pressão nos freios traseiros, diminuindo a tendência das mesmas travar em frenagens bruscas. O SS deixava de ser oferecido. Uma série especial a Silver Star com acabamento simplificado, era oferecida nas cores azul e verde metálico, em 1982 o Diplomata ganhava para-brisas laminado com faixa degrade, volante acolchoado e vidros verdes.
Caravan Diplomata linha 85/87, faróis de longo alcance e pintura opcional em
2 tons (www.opaleirosdoparana.com)
  No ano de 1984 era lançado o motor 6 cilindros a álcool. Já no ano de 1985, nova reforma estética, mas bem mais leves do que a anterior. Os para-choques passavam a vir com ponteiras plásticas, as lanternas traseiras  passavam a ter luzes de direção na cor âmbar, adequando-se as normas do Contran, os retrovisores ficavam maiores, as maçanetas passavam a ser embutidas e chegavam novas rodas e calotas. No Diplomata era adicionado  molduras largas nas laterais e faróis de longo alcance integrados ao conjunto ótico principal, no sedan apliques na coluna traseira simulavam saídas de ar. Era oferecida como opcional pintura metálica em 2 tons que dividia o carro na linha de cintura. No interior novos instrumentos de formatos mais retilíneos e novo grafismo e os bancos ganhavam apoios de cabeça separados. Era oferecido ainda vidros elétricos e travas elétricas com acionamento acoplado a maçaneta. A Caravan passava a ser oferecida também na versão Diplomata que contava com todas as comodidades do sedan e adicionou 2 novidades, o bagageiro no teto e uma cobertura divisória no compartimento de bagagens.
1988 ultimo ano do cupê. (opala.com)
  Em 1988 uma nova mudança, em toda linha os faróis passavam a ter formato trapezoidal com farol de longo alcance acoplado, funcional apenas no Diplomata. Na traseira as lanternas recebiam prolongadores na seção central onde antes ficava a placa, no centro ficava escondido pela imitação da lanterna o bocal de abastecimento. As versões recebiam novas denominações: Opala ou Caravan SL, Comodoro SL/E e Diplomata SE, havia ainda o Opala L restrita a frotas e órgãos governamentais. No interior novo grafismo dos instrumentos que contavam com iluminação indireta, novo volante com ajuste de altura, saídas de ar condicionado para o banco traseiro, temporizador e alarme sonoro para os faróis, luz interna e vidros elétricos, quase tudo era de série no Diplomata. Um novo cambio automático era oferecido, basicamente a mesma transmissão ZF usada pela BMW. Em 1989 a preferencia do brasileiro passou a ser carros de 4 portas e o cupê saía de linha.
Opala L na frota da Polícia Militar do Estado de São Paulo. (http://www.projeto676.com.br)
Diplomata 1990, lanternas fumê. (www.clubeopalabh.com.br)
  Em 1990, o Diplomata ganhava lanternas fumês, tanto no sedan quanto na Caravan. O tanque de combustível passava a ser de material plástico com capacidade ampliada para 91 litros invadia menos o espaço para as bagagens, o Opala já apresentava sinais de cansaço. O motor 4.1 era otimizado, taxa de compressão subia para 8:1 (7,5:1 anteriormente), os pistões ficavam mais leves e recebiam anéis mais estreitos, as bielas eram do motor 2.5 que eram mais longas, o que deixou o funcionamento do 6 cilindros mais suave. A alimentação era feita por um carburador Brosol 3E e contava com um novo coletor de admissão, a potência subia de 135 cv para 141 cv no motor a álcool e de 118 para 121 no motor a gasolina, a fabrica afirmava que essas mudanças reduziam o consumo na ordem de 18%.
  Em 1991 chegava a ultima alteração de estilo, o que marcou a despedida do Opala. Os para-choques em plástico eram envolventes, a grade dianteira era nova, as rodas passavam a vim na medida de 15 polegadas com pneus 195/65 no Diplomata. As portas dianteiras perdiam os quebra-vento e os retrovisores vinham fixados na extremidade dos vidros dianteiros. No interior um novo volante de melhor empunhadura, painéis das portas e teto com revestimento pré-moldado. O carro passava a contar com freio a disco nas 4 rodas, a direção assistida agora contava com controle eletrônico Servotronic que nunca mais foi usada em nenhum carro de passeio nacional, o Opala ganhava catalisador para atender as normas de emissões e o motor de 6 cilindros podia ser acompanhado de uma transmissão de 5 marchas.
  Quando completava 1 milhão de unidades produzidas o ultimo Opala despedia-se no dia 16 de abril de 1992, os últimos a saírem da linha de montagem foram um Diplomata automático e uma Caravan ambulância, houve uma edição de despedida a Collector estimada entre 150 e 200 carros produzidos e vinha acompanhado de um certificado, uma fita que contava toda trajetória do modelo e uma chave banhada a ouro.
Diplomata Automatic e Caravan ambulância, últimos saindo da linha de montagem. (topcarnoticias.blogspot.com)
  Poucos carros conseguem uma legião de novos fanas mesmo após 21 anos de terem deixado a linha de produção, o Opala certamente é um desses carros e como um grande admirador do modelo não poderia deixar passar em branco a data que comemora os 45 anos de seu lançamento, o Opala acima de tudo é um estilo de vido, nunca fale mal do Opala para quem é apaixonado pelo modelo, certamente ele terá argumento para provar o quão digno esse carro é de admiração, contou com equipamentos que poucos carros ofereceram ou nenhum outro modelo fabricado no Brasil chegou a oferecer, e essa é a história do Opala 1 milhão de unidades em 24 anos e muitos admirados nessas quatro décadas e meia.

 

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