quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mitsubishi Eclipse (2G)

  
 
  O Mitsubishi Eclipse chegou ao Brasil em 1992, mas a segunda geração lançada em 1994 vendeu mais do que a primeira, o Eclipse era um esportivo relativamente acessível naquela época de abertura das importações, por cerca de 50 mil dólares podia-se levar para a garagem um carro moderno, potente e com equipamentos que até pouco tempo atrás era privilégio carros mais caros a venda no país.
  Lançado no final de 1994 como modelo 1995, o Eclipse de segunda geração demonstrava claramente a evolução do modelo, as linhas ficavam mais arredondadas por fora e por dentro da carroceria, mas não deixava de trazer os traços básicos do modelo anterior de uma forma mais harmoniosa e elegante. Na dianteira novos faróis maiores e ausência de grade entre eles, no para-choque uma entrada de ar avantajada era encarregada de arrefecer o motor e em suas extremidades eram instalados os faróis de neblina. Nas laterais linhas suaves sem vincos marcados e as janelas com formato arredondado chamavam a atenção. Na traseira as lanternas eram unidas por uma placa que imitava uma falsa lanterna com a inscrição Eclipse em evidência.
  A posição de dirigir baixa é algo em que se busca em um esportivo e no Eclipse ela esta presente, mas em compensação a visibilidade e o acesso aos comandos do carro não eram os melhores. O pequeno esportivo cresceu em praticamente todas suas dimensões. 4,38 m de comprimento, 1,74 m de largura, 1,29 m de altura e 2,51 de entre-eixos. Mas como consequência o peso também ficava maior do que no carro antigo 1395 kg. A suspensão ficava mais refinada com braços sobrepostos na frente e multibraços atrás, os motores ficavam mais fortes as versões RS e GS eram equipadas com um motor 2.0 16 válvulas de origem Chrysler que desenvolvia 141 cv, equipado com turbo alcançava 207 cv na versão GS-T  e 212 cv no GSX que contava com tração integral.
  Em 1996, chegava a versão conversível com o sobrenome de Spyder, podia vir nos acabamentos GS e GS-T, sendo que nessa ultima o motor era um 2.4 litros que equipava o Mitsubishi Galant, o conversível era 70 kg mais pesado do que o cupê e o motor do Galant com torque mais elevado garantia mais agilidade ao aspirado mesmo com o acréscimo de peso, o teto conferia bom isolamento interno, a capota contava com acionamento elétrico e vidro no vigia traseiro para manter a estrutura mais rígida o Spyder perdia o banco traseiro. Em 1997 algumas mudanças visuais eram incorporadas ao Eclipse, novo para-choque dianteiro com entrada de ar mais amplo e desenho mais robusto, pequenos detalhes no interior e no para-choque traseiro e um aerofólio mais alto, com essas mudanças o Eclipse de segunda geração sobreviveu até o ano 2000 quando foi lançada sua terceira geração.

  O Eclipse ainda hoje move uma legião de fãs da segunda geração, muitos carros desta safra foram descaracterizados ou destruídos durante a febre do filme Velozes e Furiosos, muitos com modificações de mau gosto e alguns poucos com modificações bem executadas, ver um Eclipse original em boas condições no Brasil hoje não é tarefa fácil, mas ainda possível. Nos EUA o Eclipse foi vendido também como Eagle Talon e Plymouth Laser, o Talon foi produzido entre 1989 e 1998, tendo modelos das duas primeiras gerações, já o Laser ficou no mercado apenas na primeira geração do Eclipse de 1989 a 1994, sem dúvidas o Eclipse é um carro de muita história e aqui foi contado apenas um resumo da segunda geração.  

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