quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Peugeot 206


  Lançado no Salão de Genebra de 1998, o Peugeot 206 foi a resposta da montadora francesa contra a concorrência que oferecia produtos mais modernos e interessantes do que o seu já cansado 205. Após vir importado em pequena escala pois o valor alto do dólar comprometia o valor do carro em território nacional o 206 ganhava produção nacional em 2001, a produção no Brasil alavancou o número de vendas e consolidou a Peugeot em território nacional com o enorme sucesso de seu compacto que era mais moderno, interessante e equipado do que seus concorrentes diretos Gol e Palio. 
  Em 1999 quando chegou importado o 206 usava exclusivamente um motor 1,6 litro com 2 válvulas por cilindro que desenvolvia 90cv de potência e 14 kgf.m de torque. No modelo nacional, foi utilizado um motor 1,0 litro de 16 válvulas que rendia a potência máxima de 70 cv e contava com 9,5 kgf.m de torque, esse motor era o mesmo que equipava o Renault Clio, a Peugeot não tinha nenhum motor com essas configuração, a solução foi comprar da concorrência. A versão 1.6 vinha da Argentina sem pagar imposto de importação seu comércio era viável em solo nacional, esse motor desenvolvia agora 110 cv e tinha 15 kgf.m de torque, tudo isso possível com a adoção de um novo cabeçote agora com 16 válvulas o que dava um bom fôlego ao pequeno leão que podeia chegar aos 100 km/h em 10,5 segundos e obtia velocidade máxima de 198 km/h. No ano de 2003 o 1.6 passa a ser fabricado no Brasil.
  No ano de 2004, um motor 1,4 litro passa a fazer parte da linha, esse propulsor rendia 75cv de potência e 12,5 kgf.m de torque, 5 cv a mais do que o 1.0, não empolgou muito os compradores de imediato, mas com o tempo chegou a substituir o bloco menor, a Peugeot vangloriava ser a única montadora a não oferecer um carro de entrada com motor de 1.000 cm³ de deslocamento. Em 2005 a família 206 crescia com  a perua SW, equipada com motores 1.4 e 1.6 16v do hatch, esse último sendo flexível rendendo 113cv e 15,5 kgf.m de torque quando abastecido com etanol, mantendo os números anteriores com gasolina (110 cv e 14,2 kgf.m). No meio do ano o 1.4 também se tornava flexível, rendia 80 cv com gasolina e 82 com álcool, o torque era igual com ambos combustíveis 12,6 kgf.m, neste mesmo ano a Peugeot deixava de comprar os motores 1.0 16v da Renault.
  Em 2008, o Peugeot 206 é reestilizado de forma a parecer com o 207 europeu, o projeto não seria viável para o Brasil e assim conviveu com o antigo 206 até 2009, versão simples sem sobrenome, mas o seu sucessor nada mais era do que ele com faróis maiores, para-choques redesenhados e novo desenho interno das lanternas traseiras e detalhes de acabamento, foi oferecido também na versão sedã no 207 (206,5) e era oferecido com os mesmos conhecidos motores 1.4 e 1.6 16v. A partir do começo desse ano a Peugeot lançou o verdadeiro sucessor do 206 no Brasil, o 208 que chega como um compacto premium e trás o mesmo nível de inovação que o 206 trouxe em seu lançamento.

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