quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ford Maverick


  O Ford Maverick hoje é um clássico nacional, sua venda teve início no Brasil em 1973, o modelo era praticamente idêntico ao oferecido no mercado americano três anos antes. Disponível em três versões: Luxo, Super Luxo e GT. O primeira versão disponível foi a de duas portas com perfil muito mais para cupê do que sedã, o espaço no banco traseiro era limitado, o que não agradava o público pelo tamanho do carro, mas para a versão esportiva caia muito bem. O GT era o único da linha a contar com cambio de quatro marchas com alavanca no assoalho, nas demais o acionamento era feito através de uma alavanca na coluna de direção. 
  Duas opções de motorização eram oferecidas desde seu lançamento, um seis cilindros em linha que era utilizado no Willys Itamaraty com 3.0 litros e válvulas em L, admissão no cabeçote e escape no bloco era uma solução já ultrapassada, o que prejudicava muito o rendimento, sua potência era de 112 cv brutos e o torque de 22,6 Kgf.m, apesar de inúmeras modificações faltava fôlego e seu consumo era muito alto para o desempenho que oferecia. Na versão GT a mecânica fica muito mais interessante, um V8 small block de 302 pol³, era a grande arma para enfrentar o 318 da Dodge, o 302 era um motor consolidado no mercado norte americano. A Ford dispunha de outros V8 no Brasil, mas em termos técnicos o do Maverick era mais moderno, de funcionamento suave e de alto torque em baixas rotações. O motor vinha do Canada e também era disponibilizado opcionalmente para o Luxo e Gran Luxo.
  O GT era diferenciado do restante da linha por suas faixas decorativas, retrovisores aerodinâmicos e travas externas no capô que contava com entradas de ar. No interior bancos individuais, um pequeno conta-giros no painel. 
  No ano de 1975, com a crise do petróleo cada vez mais forte foi lançado o motor de quatro cilindros em linha para o Maverick, com deslocamento de 2,3 litros era um motor de concepção atual, com comando de válvulas no cabeçote que contava com fluxo cruzado (admissão de um lado e escape do outro), o desempenho era melhor do o que o seis cilindros, esse motor desenvolvia 99 cv brutos e torque de 16,9 Kgf.m, apesar de um bom motor não emplacou as vendas do carro, pois seu estilo pedia por mais desempenho que apenas o V8 de 4,95 litros era capaz de entregar com seus 197 cv brutos e o torque de 39,5 Kgf.m, sua velocidade máxima era de 180 km/h e acelerava de 0 a 100 em 11 segundos, ante 150 km/h no seis e quatro cilindros com acelerações que levavam da imobilidade aos 100 km/h em 20 e 18 segundos respectivamente. 

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