quarta-feira, 28 de maio de 2014

Chevrolet/Opel Astra B (Reestilização brasileira)


  Em 1995, o Astra chegava ao Brasil, importado da Bélgica, beneficiado pela alíquota de importação de 20% era mais barato a importação do que a produção local, mas em 1996 a alíquota passou a 70%, tornando a importação inviável, o que deu uma sobre-vida ao seu antecessor o  Kadett que permaneceu em linha até 1998 e já demonstrava os sinais da idade avançada, ainda mais quando comparado ao moderno Astra de então. Em setembro de 1998, era iniciada a produção brasileira da segunda geração do Astra na fabrica da GM em São Caetano do Sul, apenas um ano após o lançamento do carro na Europa. Por aqui as opções de motorização ficava por conta dos 4 cilindros FII, um 1,8 litro de 110 cv e o 2.o de 112 cv, nos dois casos era utilizado um cabeçote com 2 válvulas por cilindro e injeção eletrônica multiponto, a estratégia utilizada no Brasil foi a mesma do Kadett, hatchback com 2 portas, pois nos anos 80 e início dos anos 90 era a configuração preferida pelo público brasileiro, mas nessa altura a preferência já era os carros de 4 portas, mas esse fato não abalou o sucesso do Astra em terras tupiniquins. No começo de 1999, chegava a versão sedan que trazia enfim as 4 portas e um cabeçote de 16 válvulas aplicado no motor 2.0 que rendia agora 128 cv e também era oferecido no hatch.
  No ano de 2003, finalmente um Astra hatch com 4 portas e uma versão "esportiva" vieram junto com a reestilização à lá brasileira, frente e traseira com linhas mais angulosas e uma protuberância que lembra um limpa-trilho no para-choque dianteira, o que lhe rendeu o apelido locomotiva. Na traseira a tampa do compartimento de bagagens passava a ser lisa e a placa agora ficava no para-choques. A versão esportiva GSi, nada mais era do quem um Astra hatch de 4 portas com rodas de liga-leve, spoliers, saias laterais, um aerofólio na tampa traseira e as inscrições GSi espalhadas pela carroceria, o motor era o 2.0 16 válvulas que equipava o restante da linha, detalhe interessante é que o Astra de 2 portas era disponibilizado apenas com o acabamento mais básico da linha. É curioso o fato do brasileiro abandonar os carros de 2 portas em favor aos de 4 portas de forma tão repentina e como a aparência se tornou mais importante que a performance nas versões esportivas, antes tão veneradas e hoje em grande maioria apenas um carro com um kit de perfumaria, salvo exceções, aliás nem falei sobre o Astra SS que seguia a mesma receita do GSi só que ainda mais sem sal do que a versão anterior...

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