quarta-feira, 16 de julho de 2014

Renault, Willys-Overland, IKA Dauphine/Gordini


  Falar sobre carros antigos sempre agrega muita história por trás dos modelos, e esse é o caso do Renault Dauphine, fabricado entre os anos de 1956 e 1967, tratava-se de um sedã compacto de quatro portas, linhas arredondadas e motor instalado na traseira, o Ventoux, 4 cilindros em linha com arrefecimento, desenvolvia 26,5 cv de potência, sua cilindrada era de apenas 845 cm³, o que o tornava muito econômico com consumo na época entre 14,5 e 17 Km/l. No Brasil a partir do ano de 1962, era oferecido também o Gordini, versão do Dauphine com maior potência e a mais lembrada entre os brasileiros. O Gordini, na verdade nome do preparador Amedée Gordini que trabalhava na equipe de competição da Renault, o cambio passou a ter 4 velocidades, ante as 3 do Dauphine, o motor passou por diversas melhorias e entregava agora 40 cv de potência, houve ainda a versão 1093 oferecida a partir de 1964, novos ajustes no motor como taxa de compressão mais alta, coletores redesenhados e adoção de 2 carburadores levavam o pequeno carro de 650 kg aos 55 cv de potência. Ainda no Brasil houve o Willys Teimoso, um Dauphine com acabamento totalmente espartano, tudo para derrubar o valor final do carro, talvez seja o Teimoso pai dos populares nacionais.
Teimoso, acabamento simplifica e nenhum luxo, o pai dos populares brasileiros. commons.wikimedia.org
  O Dauphine foi fabricado sob licença da Renault em diversos países, no Brasil pela Willys-Overland, na Argentina era vendido com a marca I.K.A Industrias Kaiser Argentina, onde o carro foi muito popular e teve a versão 850 que tinha a mesma função do Teimoso brasileiro. Na Itália oferecido como Alfa Romeo, onde também ficou conhecido como Ondine. No Japão deu origem ao cupê Hino Contessa 900, que usava o chassi do Dauphine sob licença e, diga-se de passagem é um carro com um belo design e também foi oferecido em Israel pela Kaiser-Frazer. A Renault se aventurou a vender o Dauphine nos EUA, vendeu quase 200 mil unidades e podia receber um supercharger oferecido pela Judson Research & Mfg. Co. O kit era instalado em duas horas e meia e não requeria alterações de chassi, mas com quatro anos no mercado norte americano as importações foram finalizadas pois o volume de vendas havia caído muito.
Hino Contessa 900, usava a base do Dauphine.http://i.wheelsage.org/

  

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