quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Chevrolet Camaro 1974-1981


  Em 1974, o Camaro era adequado as leis de segurança, o resultado não foi o dos melhores, dos estilo agressivo ao desajeitado, os grandes para-choques em alumino absorviam pequenos impactos, porém isso sacrificava a dianteira tão bela da segunda geração do carro. A dianteira trazia um formato em forma de cunha e faróis recuados. Na traseira um novo painel traseiro com formato convexo e a substituição das belas lanternas redondas por outras que invadiam a lateral traseira. Na área de segurança, havia um dispositivo que não permitia a partida do motor sem que o motorista tivesse o cinto, agora de três pontos afivelado, o sistema era problemático e logo o congresso americano revogou a norma.
Traseira do Camaro Z/28 de 1974.
  Chega o fim da versão RS, restando apenas os Type LT e Z/28, esse ultimo com motor V8 350 que contava com virabrequim forjado, tampas de válvulas em alumínio, filtro de ar de duplo fluxo e injeção mecânica de combustível, desenvolvendo 245 cv de potência nas rodas. O motor 307 não era mais oferecido, os freios dianteiros ganhavam sensores de desgaste nas pastilhas, pneus radiais eram de série, rádio AM/FM era oferecido como opcional e, o tanque de combustível passava a 80 litros e era o mesmo utilizado no Nova.
Type LT de 1974.
  Para 1975, uma das grandes novidades viria na traseira, o vigia agora era envolvente. o que consequentemente melhorava a visão. O Z/28 saia do catalogo após a exigência de catalisadores, o motor mais forte era um 350 de apenas 155 cv. Outro item que se tornava de série no Camaro eram os pneus radiais, e a versão Rally Sport (RS), estava de volta como uma combinação de dois tons na pintura, frisos diferenciados, retrovisores esportivos e rodas rally. Como opcionais a GM oferecia travas elétricas, suspensão FE8 desenvolvida para melhor performance em conjunto com os pneus radiais, contando com amortecedores especiais e barra estabilizadora nos dois eixos e o pacote Z86 Gymkana que contava com pneus série 60 montado em rodas de 7x16 pol, caixa de direção mais direta e itens da descontinuada versão Z/28.
Rally Sport de 1975, pintura em duas cores e o novo vidro traseiro envolvente.
  Em 1976, boas novidades para o Camaro, um novo motor de 305 pol³ (5,0 litros) que vinha equipado com carburador de corpo duplo gerava 140 cv, o servo-freio tornava-se item de série em todo Camaro com motor V8. O 350 oferecia agora 165 cv e novos itens opcionais eram incorporados como controlador de velocidade (piloto automático), rodas de alumínio e meio teto revestido de vinil. Uma nova suspensão a F41 substituía as duas opções do ano anterior. As vendas aumentaram em uma proporção astronômica o que levou a reativação da linha de montagem de Van Nuys na Califórnia para que aliviasse a planta de Norwood em Ohio.
Para o ano de 1976, parte do teto revestido de vinil era oferecido como opcional.
  As coisas iam muito bem para a GM, o que resultou na continuidade do sucesso para o ano de 1977. E foi nesse mesmo ano que o Camaro ultrapassou o número de vendas do Ford Mustang. Como fruto do sucesso, a Chevrolet voltava a oferecer a versão Z/28 que contava com modestos 185 cv, que eram compensados pela  boa dirigibilidade e pelo visual. O cambio era um Muncie M21, as molas dianteiras eram mais firmes, assim como a barra estabilizadora de maior diâmetro, pneus radiais GR70-15 montados em rodas de cinco raios na cor da carroceria, o lendário aerofólio D80, grade preta e painel com instrumentação completa. A direção não era mais progressiva, mas ficava mais rápida. Um verdadeiro sucesso.
Retorno do Z/28 em 1977, grade do radiador preta, rodas de alumínio na cor do carro e aerofólio D80.
  Em 1978, os designers da Chevrolete conseguiram incorporar os para-choques retráteis ao visual do Camaro, a harmonia das linhas do carro melhoraram muito. O para-choque era confeccionado em uretano e cobria uma estrutura de fibra-de-vidro parafusada a uma barra que era ligada ao sub-chassi e ao suporte do radiador. Na traseira o sistema era similar, mas o para-choque agora incorporava o suporte da placa. Uma alternativa ao conversível que nunca existiu nessa geração, era o teto targa opcional no Camaro, na verdade era um equipamento vindo do "primo" Pontiac Firebird, o T-Top.
Teto removível sobre os assentos, novos para-choques mais integrados ao desenho do carro, novidades de 1978.
  Mesmo fraco o Z/28 continuava com um bom número de vendas, a versão vendida no estado da Califórnia perdia 10 cv em relação aos outros estados americanos e desenvolvia 175 cv, essa redução era para atender as normas de emissões mais rígidas deste estado. O capô contava como uma grande entrada de ar falsa, saídas de ar nos para-lamas dianteiros e um defletor integrado ao para-choque dianteiro compunham o visual da versão. Nessa mesma época o Camaro era oferecido também no mercado europeu, mesmo com a grande diferença no gosto do consumidor local. O final da década de 1970 se aproximava, e o mercado continuava favorável para o Camaro, mas em 1979, a segunda grande crise do petróleo foi como um balde de água fria sobre o mercado americano. Nesse mesmo ano, o painel passava a ser revestido com vinil, o vidro traseiro ganhava desembaçador elétrico e era oferecido um acessório muito popular nos EUA, o rádio PX que oferecia comunicação entre os motoristas em uma era que não existia telefone celular.
Z/28, faixas em dois tons, defletor dianteiro integrado aos para-lamas, entrada falsa de ar no capô e saída de ar lateral em 1979.
  O Type LT não era mais oferecido, ficando em seu lugar o Berlinetta como opção para quem buscava luxo e conforto, rodas raiadas PE Polycast, similares as do modelo exportado para a Europa davam um ar sofisticado para a versão. No Z/28, nova queda na potência afim de conter as emissões ficando 170 cv na Califórnia e 175 cv nos demais estados americanos, a dianteira ganhava um novo defletor dianteiro envolvente integrado aos para-lamas que faziam conjunto com faixas laterais  em dois tons de gosto até duvidoso. O motor básico era o 6 cilindros em linha de 250 pol³ que desenvolvia 115 cv.
Camaro Berlinetta substituía o Type LT na linha 1979.
  As vendas continuavam boas em 1980, mas os efeitos da crise já eram sentidos e a GM desenvolveu um novo motor V8 267 de 4,4 litros que rendia apenas 120 cv e torque razoável em baixa rotação, um motor subquadrado, onde se tem um curso longo e um pistão de pequeno diâmetro. O motor seis cilindros em linha era substituído por um motor V6 231 de 3,8 litros de origem Buick que rendia raquíticos 110 cv, esse motor era exclusivo para o estado da Califórnia, nos demais estados o motor adotado era um V6 229 de 3,75 litros que rendia 115 cv, basicamente um V8 305 com dois cilindros a menos. O Camaro recebia ainda mudanças na grade dianteira, com exceção do Z/28, calotas raiadas entravam no lugar das rodas Polycast no Berlinetta, o RS ganhava novo padrão de pintura e o teto de vinil deixava de ser oferecido. Apesar das normas de emissão e da crise do petróleo, a GM conseguiu extrair mais potência do motor V8 350 na versão Z/28, uma entrada de ar voltada para traz dotada de uma solenoide que, abria uma portinhola atrás na área de pressão aerodinâmica atrás do capô quando o acelerador estava aberto ao máximo, fazendo com que a potência saltasse para 190 cv, esceto na Califórnia onde fica apenas o 305 com os seus 165 cv, uma nova grade e saias laterais diferenciavam o modelo do modelo de 1979.
Z/28 de 1980, no capô a entrada de ar funcional acionada ao fim do curso do acelerador.
  Em 1981, a terceira geração já estava praticamente pronta, e poucas mudanças foram adotadas no ultimo ano da longeva segunda geração. O servo-freio agora era item de série em toda linha Camaro, lampadas halogenas nos faróis, calotas com travas especiais no Berlinetta, o Rally Sport não era mais oferecido.Os Camaros passaram a vir com um dispositivo chamado Computer Command Control, um carburador com controle eletrônico que visiva a redução de consumo, as caixas automáticas ganhavam bloqueio do conversor de torque e o Z/28 perdia a entrada de ar funcional, voltando aos 175 cv em todo território americano, exceto na Califórnia onde continuava com os 165 cv e motor 305. A segunda geração do Camaro não resistiu apenas ao tempo, mas a GM soube como administrar o carro durante as mudanças na lei e durante a crise do petróleo, o carro era competitivo e com isso o Camaro se tornou um ícone da déca de 70, e olha, aguentar mudanças drásticas de legislação não é para qualquer carro, afinal enquanto o Mustang perdia identidade, o Camaro se virava em busca de manter seu nome forte e seu espirito intocado.
1981, ultimo ano da segunda geração, Berlinetta com calotas no lugar das rodas de alumínio.
   

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