quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Chevrolet Camaro (1982-1992)


  Em 1982, finalmente entra em produção a terceira geração do Camaro que ficou por exatos 10 anos no mercado. As linhas retas eram típicas de modelos da década de 1980, a plataforma era nova, o Camaro estava menor e mais leve, o sub-chassi era eliminado, a suspensão traseira agora contava com molas helicoidais e a dianteira passava a ser do tipo McPherson. Debaixo do capô uma mudança não foi muito comemorada, um motor 4 cilindros em linha de 151 pol³ (2,5 litros) era oferecido, esse motor era conhecido como Iron Duke, com cabeçote de ferro fundido sua potência era de apenas 90 cv, pouco para um esportivo. Apesar da litragem desse motor, ele não era o mesmo utilizado no Opala, o motor do Camaro tinha concepção mais moderna com válvulas no cabeçote.
Linha Camaro 1982, Sport Coupe vermelho, Z/28 azul e Berlinetta prata.
  O motor intermediário era um V6 de 2,8 litros que desenvolvia 112 cv, esse motor podia equipar também o Berlinetta, que também contava com a opção do V8 305 de 145 cv, esse motor também equipava o Z/28 que oferecia como opcional injeção eletrônica mono-ponto denominada Cross Fire Injection e adicionava 20 cv ao motor V8. O Camaro voltava a ser pace-car nas 500 milhas de Indianópolis no ano do lançamento da terceira geração, mas diferente do carro de rua, usava um motor V8 350 com diversas modificações que o deixava muito mais potente do que o topo de linha equipado com o pouco potente V8 305.
Z/28 em edição especial Indy 500, pintado nas cores do Pace Car oficial.
  Para 1984, o motor L69 que usava o mesmo comando do Corvette, escapamento especial e carburador de corpo quadruplo faziam parte do V8 305 que rendia 190 cv nessa configuração que trazia ainda o primeiro cambio de 5 marchas na história do Camaro. O motor com mais potência foi bem recebido pelo público e em 1984, era disponibilizado também com câmbio automático 700R4. Por apresentar muitos problemas a injeção Cross Flow deixou de ser disponibilizada, o Berlinetta recebia painel digital e a crítica dizia que o equipamento era mais empolgante do que o baixo desempenho do motor V6.
Berlinetta 1984.
  Em 1985, chegava a versão IROC-Z que levava esse nome pela participação do Camaro na International Race of Champions, competição realizada anualmente entre os campeões de várias categorias automobilísticas dos Estados Unidos, o Camaro foi o carro oficial da competição entre os anos de 1975 a 1989. A versão contava com rodas de 16 polegadas, faixas decorativas e uma nova injeção eletrônica mais confiável que fazia os Camaros mais potentes chegarem aos 215 cv. Em 1986, a única alteração foi a adição da terceira luz de freio, neste ano um IROC-Z de cor branca foi exposto no Salão do Automóvel de São Paulo que contou apenas com carros importados.
IROC-Z em seu primeiro ano: 1985.
  A linha 1987 trazia novamente o motor V8 350 como opção para o IROC-Z, a potência era de 225 cv, o mais potente Camaro em 13 anos, o conversível também estava de volta após longos 18 anos. Após reconhecer a GM reconhecer as limitações do motor de 4 cilindros, era retirado de linha, assim como a versão Berlinetta que deu lugar novamente a Type LT. A terceira luz de freio passava a vir instalada no aerofólio, item de série em toda linha. Com o sucesso e a força que nome IROC-Z passou a ter, o Z/28 deixava novamente de ser oferecido. O V8 305 abandonava os carburadores de corpo duplo ou quadruplo e ganhava a injeção eletrônica H.O, ganhando assim mais 5 cv de potência.
Camaro LT no lugar do Berlinetta em 1987.
  Em 1988, o mais raro Camaro já fabricado o IROC 1LE que trazia itens como discos de freios maiores, cardã em alumínio e suspensão recalibrada. A versão RS retornava na linha 1989 como Camaro de entrada, não esportivo, tanto que não era associado ao Rally Sport, era apenas RS, essa versão não trazia nenhum requinte e vinha equipada com o motor V6 ou com V8 305. O IROC-Z trazia 240 cv, sem trazer nenhuma novidade estética, o motor V6 tinha sua cilindrada alterada de 2,8 para 3,1 litros e rendia 140 cv, air-bagpara o motorista era item de série em todas as versões.
Camaro Conversível na versão IROC-Z.
  No ano de 1990, a Chevrolet deixava de patrocinar a competição, decretando o fim do IROC-Z. O Z/28 retornava como topo de linha, com um novo aerofólio, entradas de ar no capô e rodas de 5 raios, o V8 350 rendia agora 245 cv. A alegria para os consumidores virou terror para os bandidos, a polícia dispunha no ano de 1991 de Camaros B4C, um Z/28 travestido de RS que contava com todos itens do pacote 1LE.
Camaro B4C de uso policial, o terror dos bandidos.
  Apróximava-se a quarta geração e pouco mudou em 1992, todas as versões traziam no painel uma inscrição comemorativa dos 25 anos do Camaro e faixas decorativas o chamado Heritage Package. O Camaro de quarta geração trazia linhas marcantes, marcou o início da era da injeção eletrônica e foi ganhando potência e recuperando prestigio com o passar de uma década, para muitos esse é o mais belo Camaro, não deixa de ser um belo carro, seu estilo composto de linhas retas típicas dos anos 1980 lhe davam um ar de robustez e fez dele um dos carros americanos mais bonitos de seu tempo.
Camaro Z/28 25th Aniversary Heritage Package.
  

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