quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Ford Fiesta MK6


  A história do Fiesta começa em 1976 na Europa, o Fiesta foi fruto do projeto Bobcat aprovado por Henry Ford II em 1972, o projeto previa um carro com a distância entre-eixos maior do que a do Fiat 127 e comprimento menor do que o Escort da época, em 1975 começa a produção do carro que era fabricado nas fabricas da Ford na Inglaterra e Itália, sua montagem final era realizada na planta de Valência na Espanha, o modelo chega as ruas em 1976, para o mercado Inglês o lançamento seria em 1977, com o óbvio diferencial de ter direção do lado direito. Uma curiosidade é que o nome Fiesta era de propriedade da General Motors e foi cedido de forma amigável para a Ford.
Ford Fiesta 1976: menor que o Escort com entre-eixos maior do que o Fiat 127.
  O Fiesta chegou ao mercado brasileiro no ano de 1995. O carro estava em sua terceira geração e vinha da Espanha nas opções de 3 e 5 portas, o motor era o Endura de 1.3 litro que rende 60 cv a 5000 rpm e com torque máximo de 10,3 kgf.m a 2500 rpm, o desempenho não é de carro esportivo, faz de 0 a 100 km/h em 17 segundos e tem velocidade máxima de 150 km/h, mas a vantagem é ser um carro econômico que chega a fazer 16,4 km/l na estrada, o mercado não o vê com bons olhos, pois seu design não agrada e poucos têm coragem de encarar um importado antigo, apesar do motor ser o mesmo do Ford Ka e Courier fabricados no Brasil até o ano de 1999.
Final da terceira geração, Fiesta chega ao Brasil em 1995 importado da Espenha.
  Em 1996, agora fabricado no Brasil chega a quarta geração do Fiesta, com o design mais arredondado, continuou polêmico e por causa da dianteira ganhou no Brasil o apelido de Fiesta tristonho, o carro vinha equipado com a nova linha de motores da Ford, o Zetec, mas permanecia o Endura em versões  de 1,3 litro e 58 cv e 1 litro de 51,5 cv, na versão 1,4, era equipado  com motor Zetec que contava com cabeçote de 16 válvulas, esse motor rendia 89 cv, mais esperto que o motor menor consumia mais combustível, mas seu desempenho era muito melhor fazendo a aceleração de 0 a 100 km/h em 12,8 s, enquanto o 1,3 levava 16,5 s.
Em 1996, fabricação nacional e o apelido de tristonho para a 4ª geração.
  No final de 1999 como modelo 2000, o Fiesta chegava a sua quinta geração, as maiores mudanças foram na dianteira do carro, faróis maiores e grade em novo formato tiravam o ar tristonho do carro que agora vinha equipado com os motores Zetec Rocam nas opções de 1 e 1,6 litro, nessa mesma geração aparecia pela primeira vez o Fiesta Sedã, projeto brasileiro de estilo controverso, mas que na próxima geração tornou-se um sucesso.
Quinta geração, dianteira mais agressiva, uma evolução da geração anterior.
  Em 2003, convivendo com a geração interior chega ao Brasil a sexta geração do Fiesta, no mercado nacional o carro apresenta diferenças do modelo vendido na Europa, como faróis e lanternas, o modelo brasileiro também não contava com a opção de 3 portas, mas tinha a versão sedã que agradou no mercado nacional. As opções de motorização iam da 1 litro, passando pela opção de 1 litro com compressor mecânico e a versão 1.6, todas com motorização Zetec Rocam, na versão básica de 1 litro rendia 66 cv a 5750 rpm e torque máximo de 8,8 kgf.m a 2750 rpm, atingindo a velocidade máxima de 150 km/h e acelerando até os 100 km/h em 18,2 segundos, na versão 1.0 Supercharger a potência era de 95 cv a 6000 rpm, torque de 12,6 kgf.m a 4250 rpm, atingia a máxima de 176 km/h e cumprindo a prova de 0 a 100 km/h em 13,3 segundos. A proximidade de preço com a versão 1,6 litros e o alto consumo fizeram o Supercharger durar pouco tempo no mercado, o 1,6 litro contava com potência de 105 cv a 5500 rpm e torque de 14,8 kgf.m a 4250 rpm, a velocidade máxima era de 180 km/h e levava 11,7 segundos para atingir os 100 km/h. Essa geração do Fiesta ficou no mercado brasileiro até o ano de 2013, convivendo com a nova geração e após de 2 reestilizações polêmicas foi aposentando já sentindo a idade do projeto, o investimento da Ford no carro fez com que ele se tornasse o principal produto da marca no Brasil nos últimos anos e abriu espaço para o requintado "New Fiesta", mas isso fica para uma próxima postagem.
Fiesta de sexta geração e suas alterações brasileiras, a esquerda a primeira e na direita a modificação mais polêmica.
  

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