quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ford Escort MK1


  Muito antes de chegar ao Brasil o Escort já fazia parte do mercado Europeu. Em meados da década de 1960, a Ford precisava de um substituto para o seu compacto inglês, o Anglia, a Inglaterra sempre foi um forte mercado para a marca do oval azul, então na época as filiais inglesa e alemã, até então totalmente independentes, juntaram esforços para produzir um carro em comum. Em novembro de 1967, inicia-se a produção nas fábricas de Halewood em solo britânico e Colônia na Alemanha, em janeiro do ano seguinte o Escort era lançado, trazendo estilo arredondado, faróis redondos nas versões mais simples e retangulares nas superiores.
Escort 1968, faróis retangulares das versões mais requintadas.
  Uma grande diferença em relação ao Escort conhecido no Brasil, esta na configuração do carro que contava com tração traseira, o câmbio contava com 4 velocidades e podia ser acoplado a motores 1,1 litro que rendia 45 cv e 1,3 litro de 52 cv. Esse motor era o já veterano Kent, que contava com comando no bloco e fluxo cruzado, esse motor mais tarde daria origem ao motor Endura que equipou Fiesta e Ka no Brasil. Na versão GT o motor 1.3 passava a desenvolver 64 cv e contava com freios a disco na dianteira. Uma inovação para a Ford com o Escort era a direção com sistema de pinhão e cremalheira, o primeiro carro da marca a utilizar o sistema. A suspensão contava com McPherson na dianteira e eixo rígido com molas semi-elípticas na traseira.
Escort 1600 GT, as faixas lembravam as do nosso Corcel GT.
  Com o sucesso da Mini nas pistas, a Ford contava apenas com o Cortina preparado pela Lotus com motor 1.6 e cabeçote com duplo comando de válvulas, então surgiu com esse mesmo motor o Escort Twin Cam, esse motor inaugurou uma história de sucesso do modelo em competições. Em 1968, Roger Clark vencia o Rali Internacional da Irlanda a bordo do Escort.
Escort 1600 Twin Cam, campeão do Rally Internacional da Irlanda de 1968 pilotado por Roger Clark.
Escort Mexico, equipado com motor Kent 1.6, era o esportivo acessível.
  Em 1969, chegavam as versões de quatro portas, perua de três portas e o furgão, chegava ao mercado também os esportivos RS 1600 e Mexico , o RS inaugurava a sigla Rally Sport que acompanha as versões esportivas da Ford até os dias de hoje. Equipado com o motor Cosworth de 1,6 litro e 16 válvulas, desenvolvia 120 cv a 6500 rpm, as versões de competição recebiam motores de até 2 litros. O Mexico era uma homenagem à vitória no Rally Londres-México, o modelo vinha com o motor com comando no bloco e 8 válvulas, fazendo o esportivo de preço acessível. A primeira geração do Escort foi um sucesso, em 1971, ele completava a marca de 1 milhão de unidades e, em julho de 1973, ganhou a versão RS 2000 e no começo de 1975, ele abria caminho para a segunda geração do Escort que também não tivemos no Brasil, mas isso fica para outra postagem.
Escort RS 2000, suas belas faixas denunciavam uma verdadeira alma esportiva.

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