quarta-feira, 27 de maio de 2015

Jeep Grand Cherokee (WJ)


  O início da década de 1990, teve diversos acontecimentos importantes na história mundial, a dissolução da URSS, o fim da guerra fria, a reunificação da Alemanha, entre outros diversos fatos históricos. No Brasil recém redemocratizado, eram abertas as importações, no mundo automotivo um verdadeiro choque, pois os carros que chegavam via importação oficial e independente mostravam o quão a indústria nacional estava atrasada com relação ao resto do mundo. Nessa época, a Jeep retornava a vender veículos no país, com o Cherokee e Grand Cherokee, antes passou por aqui como Wyllis Overland, marca adquirida pela Chrysler na década anterior após ter passado pelas mãos da Kaiser, AMC e Peugeot, logo tornou-se preferência das celebridades brasileiras, como artistas em geral e jogadores de futebol.
Primeira geração do Grand Cherokee, fez um enorme sucesso entre ricos e famosos no início das importações nos anos 90.
  Apesar do sucesso imediato, o governo tomou diversas medidas econômicas afim de equilibrar a balança comercial, que pelo alto volume de importações, somava consecutivos déficits, as medidas atingiram em cheio os automóveis, pois em tempos de real parelho ao dólar, era mais interessante comprar um carro importa diante a um nacional que não entregava o mesmo nível de equipamentos e conforto. No meio dessa turbulência chegava oa país a segunda geração do Grand Cherokee a WJ, não repetiu o sucesso da primeira geração ZJ que foi fabricada entre os anos de 1993 e 1998.
Facelift do Grand Cherokee da primeira geração.
  Com estilo mais arredondado, chegava em 1999 a segunda geração do Grand Cherokee, algumas peças eram remanescentes do carro antigo, porém quase tudo era único no novo Jeep, o estepe ficava localizado abaixo do assoalho do porta-malas, no anterior ficava junto ao compartimento. O Grand Cherokee era oferecido em três opções, a básica Laredo, a versão trazia como itens de série vidros e travas elétricas, sistema de áudio com seis alto falantes, AM/FM com leitor para cassetes e posteriormente CD. O revestimento dos bancos era em tecido com regulagens manuais. O motor utilizado na versão era um seis cilindros em linha de 4 litros acoplado a uma caixa de transmissão automática de 4 velocidades. esse motor desenvolvia a potência máxima de 195 cv e oferecia 30 kgf.m de torque a 3000 rpm. Apenas no ano de 2001, o Laredo foi oferecido com rodas de liga leve de 17 polegas.
Grand Cherokee Laredo, versão de entrada da segunda geração.
  A versão intermediária Limited, trazia um sistema de áudio aprimorado, com unidade principal AM/FM com leitor de fitas, seis auto falantes de alta fidelidade, disqueteira para dez discos no porta-malas e amplificador de 180 watts sob o banco traseiro. Os bancos eram revestidos com couro, os dianteiros contavam com regulagem elétrica e duas memórias. O Limited sempre vinha equipado com motor V8, sendo de 1999 a 2004 o 4,7 litros com potência de 235 cv a 4800 rpm e torque de 40,8 kgf.m a 3200 rpm, esse motor contou com uma versão de alta performance, que entregava 265 cv e 45,9 kgf.m de torque, o motor mais potente da segunda geração do Grand Cherokee, inclusive equipava a versão topo de linha Overland.
Grand Cherokee Limited, versão intermediaria, para-choques e laterais da cor do carro.
  Na versão Overland mais itens de conforto, bancos com aquecimento, teto solar, motor 4.7 V8 Power Tech ligado a uma transmissão automática de 5 velocidades, rodas de 17 polegadas em liga leve, o sistema de áudio contava com cd player, cd charger para 10 discos e sistema de navegação. A partir de 2004, a versão Overland passava a oferecer sistema de navegação via satélite e rádio por satélite SIRIUS as rodas de 17 polegadas agora contavam com acabamento cromado.
Overland, topo de linha contava com rodas e detalhes cromados.
  Para os mercados europeu, sul americano e África do Sul entre 1999 e 2001, era oferecido o motor feito em conjunto entre a Detroit Diesel e a italiana VM Motori, era um 3,1 litros com cinco cilindros em linha turbo-diesel que contava com bomba de injeção controlada eletronicamente, sistema de recirculação dos gases provenientes da combustão por vácuo e um catalisador especial para neutralizar a emissão de óxidos de nitrogênio, esse motor desenvolvia 139 cv de potência a 3600 rpm, desenvolvendo um torque máximo de 39 kgf.m a 1800 rpm, esse motor atendia as exigências da Euro III, o motor era acoplado a uma caixa de marchas automática de 4 velocidades de controle eletrônico. Entre 2002 e 2004, o VM Motori era substituído pelo Mercedes OM 647, além dos mercados já citados, esse motor também foi disponibilizado na Austrália. Mantendo a configuração de cinco cilindros, deslocava 2,7 litros e desenvolvia a potência de 161 cv a 4000 rpm com torque máximo de 40,8 kgf.m entre 1800 e 2600 rpm, apesar de menor volume interno, o motor Mercedes era mais eficiente e de concepção mais moderna. A nível de curiosidade, a partir de 2001, todo Grand Cherokee comercializado no Brasil vinha da Argentina.

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