sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Gol um novo estilo e um novo esportivo, o GTS.


  Chega o ano de 1987, e com ele um novo Gol, não apenas no que se diz respeito ao design, mas as versões também passavam por mudanças, a L agora era denominada CL e, a LS viraria a GL, assim toda linha passava Volkswagen passava a ter suas nomenclaturas de versões unificada, para Voyage, Parati e Santana, havia ainda a GLS ainda mais completa e considerada luxuosa para época. No exterior notava-se uma dianteira reformulada, os piscas agora invadiam os para-lamas, os faróis apesar de manter o formato quadrado estava mais rente a carroceria e ligeiramente maior, a grade era integrada ao conjunto ótico, o perfil dianteiro era ligeiramente mais baixo, o que lhe conferia um visual mais moderno e condizente com os concorrentes da época, na traseira lanternas maiores era o destaque, mas a maior diferença de todas estava nos para-choques de plástico envolventes que mudavam completamente o perfil exterior do Gol, detalhe do modelo 87, o retrovisor ainda ficava na porta e não junto a coluna A e todo interior era do modelo anterior.
Gol 1987, desenho reformulado, para-choques envolventes e nova denominação das versões, retrovisor na porta e painel eram os mesmo da antiga linha.
  O Gol GT deixava de existir, em seu lugar ficava o GTS, com faróis de neblina e longo alcance como em seu antecessor, o GTS trazia novas rodas conhecidas como pingo d'água, molduras nas laterais que seguiam a mesma altura dos para-choques, itens que recebiam ainda uma faixa vermelha, na traseira o destaque ficava por conta do aerofólio, o primeiro em um Gol, a coluna central recebia um prolongamento onde a sigla GTS era evidenciada em vermelho, escapamento com dupla saída, os emblemas traseiros davam lugar a adesivos com grafismo estilizado conotando esportividade. O novo esportivo perdia a opção do motor a gasolina. A partir desse ano era oferecido também o Gol C, extremamente básico, vinha apenas na cor branca e com interior simplificado, na versão os cintos não eram retráteis, ficou restrito a frotas particulares e de órgãos governamentais, 87 foi também o primeiro ano da longa liderança de mercado do Gol.
Gol GTS, já com o retrovisor da linha 1988, faróis de neblina e longo alcance, rodas pingo d'água, largas molduras lateerais, o primeiro Gol com aerofólio traseiro.
  Em 1988, os retrovisores enfim ião para a coluna A, o interior ganhava novos bancos, novo painel, nas versões básicas o desenho era mais simples, nas mais completas e nas esportivas, era adotado o painel com comandos satélite, os instrumentos permaneciam iguais, mas o desenho da peça com um porta objetos maior, porta-luvas de tamanho reduzido e teclas em posição diferenciada tornaram-se sucesso absoluto. Nesse mesmo ano, a Volkswagen apresentava o primeiro carro fabricado e vendido no Brasil de forma oficial com injeção eletrônica, o Gol GTI, com motor de 2 litros, o novo esportivo tinha apenas a opção de motorização a gasolina, os adereços aerodinâmicos eram pintados em prata e a linha que os rodeavam era azul, o aerofólio tinha um desenho diferenciado da peça do GTS e era disponível em uma única cor o Azul Mônaco, foi vendido já como modelo 1989 e até 1990 manteve a mesma cor, a mais icônica do modelo. GTS e GTI contavam com o volante quatro bolas, e bancos Recaro,
Gol GTI, primeiro nacional com injeção eletrônica, detalhes na cor prata e a cor que é marca registrada da versão o Azul Mônaco.
  Nessa época o CL trazia um volante simples de 2 raios feito com material rígido, o GL trazia um volante diferenciado, com 2 raios, porem com acionamento da buzina diferenciado e acabamento macio, 1989, trouxe a série especial Star, com motor AP 1.8  a versão era facilmente reconhecida pela grade e retrovisores na cor da carroceria, calotas pintadas de branco, emblemas especiais frisos laterais iguais ao do GL, lanternas traseiras fumê, piscas dianteiros transparente e banco com padronagem exclusiva com o nome da versão borado em vermelho, escape com saída dupla, o Star era disponibilizado em apenas 2 cores, Branco Star e Vermelho Tornado, ambas raras de ser vistas hoje em dia.
Gol Star, detalhes na cor da carroceria, versão muito rara e especial.
  O ano de 1989 marcaria a chegada de um novo motor, todo Gol 1.6 deixava de oferecer o AP e passava a oferecer o AE, na verdade o motor CHT da Ford, eram tempos de Autolatina, união entre a montadora alemã e a americana firma 2 anos antes. O motor tinha como foco a economia de combustível, o AE tinha concepção mais antiga, o comando de válvulas era instalado no bloco e acionava as válvulas por meio de varetas e balancins, a vantagem estava na menor manutenção, uma vez que o acionamento era feito por corrente, a potência era de 76 cv a 5600 rpm, ante 90 cv do AP em mesma rotação, o torque era o mesmo para ambos 13,3 e 13,5 kgf.m na mesma ordem. Mesmo com menor potência, o carro tinha um bom comportamento em percursos urbanos, o bom torque dava a agilidade necessária para o trânsito urbano, a velocidade máxima era de 155 km/h (164 km/h no AP) e a aceleração de 0 a 100 km/h levava 13 segundos 1,1 segundo a mais que o antigo motor. O maior destaque era sem dúvidas o consumo, 11,6 km/l no trajeto urbano e 17,1 km/l no rodoviário, o motor AE deixava o Gol mais leve, 872 kg contra 902 kg do mesmo carro com motor AP. !990 não trouxe mudança significativa para o Gol, na próxima postagem será abordada o facelift e mais detalhes sobre o GTI. A essa altura é importante salientar que o Gol era líder de vendas pelo terceiro ano seguido.
Autolatina, junção firmada em 1987, em 1989 o Gol 1,6 passa a vir com o motor AE (Alta Economia) basicamente o CHT da Ford, mesmo torque do AP, menor potência e maior autonomia, o torque era praticamente o mesmo.

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