segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O ABC do fim da obrigatoriedade do extintor.


Na última quinta-feira, 17, o Conselho Nacional de Transito, revogou a obrigatoriedade do extintor de incêndios nos carros, porém para veículos comerciais e utilitários o equipamento continua sendo obrigatório. Essa nova medida faz parte da novela do extintor do tipo ABC, o Brasil era um dos poucos países que exigiam o equipamento, Dinamarca, Noruega e França aconselham o uso do equipamento, Estados Unidos, Japão, Canadá e Alemanha, são um dos muitos países que não obrigam o uso do equipamento em carros de passeio, ficando restrito aos veículos  comerciais. Inglaterra e Islândia estende o uso também aos táxis.
  A decisão de 15 de dezembro de 2014, dizia que a partir do primeiro de janeiro desse anos, o extintor deveria ser o ABC, substituindo o antigo AB que combatia chamas apenas de combustíveis e equipamentos elétricos, o novo modelo exigido seria capaz também capaz de extinguir incêndios em plásticos e tecidos. A validade do modelo também é maior, 5 anos contra 1 ano do modelo antigo, o novo equipamento custava em torno de R$ 60, a resolução do CONTRAN era de 2004, no ano seguinte todo carro novo saia com o equipamento de linha de montagem, em 2009, foi fixada a obrigatoriedade em todos os veículos sem importar o ano, justamente para esse ano.
  Com a aproximação da data limite, intensificou-se a procura pelo novo equipamento, como a oferta não era capaz de suprir a demanda, o preço do extintor disparou e logo não haviam mais peças para a venda. O início da fiscalização deu-se dentro do prazo estipulado, porém, no dia 23 de março, a obrigatoriedade foi adiada para primeiro de junho, as multas aplicadas foram revogadas, na nova data, mais uma prorrogação no prazo, primeiro de outubro, mas antes mesmo da efetiva chegada e com o mercado já normalizado, foi anunciada o fim da obrigatoriedade do equipamento, alívio para alguns, sentimento de revolta para outros.
  Assim como no caso do kit de primeiros socorros, naquela ocasião o CONTRAN tornou item obrigatório em todos os veículos, porém a lei era confusa, pois ao mesmo tempo que deveria o motorista portar o kit, em caso de socorro o pede-se para que não se mexa na vítima, salvo casos extremos que representem claro risco de morte a mesma, o extintor ABC foi mais uma portaria que serviu apenas para uma correria desnecessária por parte dos proprietários de veículos, já que a grande maioria não sabe como agir em situação de incêndio, isso sem contar o risco que se corre ao tentar extinguir um incêndio em um carro, já que geralmente o foco tem início em linhas de combustível ou parte elétrica, essa cercada por materiais de fácil combustão como plásticos e espumas. Claro deve ser doloroso ver seu carro sendo consumido pelas chamas, ainda mais quando somos apaixonados por eles, porém, é melhor resguardar a integridade física ao sofrer graves queimaduras ou pior, ficar exposto a uma explosão.
  O uso do extintor passa a ser facultativo, para quem quer a falsa sensação de segurança que o equipamento traz o uso pode continuar, mas para a maioria que sempre esquece a validade é um grande alívio, além de tudo que já foi dito, um extintor de 2 kg dificilmente dará conta de um início de incêndio e no Brasil ao contrário do que dizem, poucas pessoas são solidárias nesse tipo de situação, um veículo comercial, um motorista preparado para situação e um extintor de 6 kg é a melhor saída, raramente vemos carros pegando fogo nas vias, o melhor é a prevenção, uma boa manutenção, parte elétrica original ou com adaptações bem executadas e claro o bom senso, afinal é mas fácil se envolver em uma colisão do que ver seu veículo se incendiando de maneira espontânea.
  

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