sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Gol G3 Fase II, o pioneiro dos motores flex.


  Em 2003, o Gol passava por pequenas alterações visuais, a dianteira ficava mais agressiva, os faróis e as lanternas passavam por pequenos retoques internos, o motor 1.6 passava a ser oferecido também na versão a álcool que havia sido descontinuado em 1999, o modelo voltou a ser oferecido graças a redução de IPI para carros que usavam combustível de origem vegetal. A versão City era reformulada e, o Special ganhava uma versão baseada no Gol pré facelift, o Special original seguia em linha com o mesmo estilo do Gol de 1995, ambos eram espartanos ao extremo. Os veículos equipados com motor 1.0 16v tinham suas terceira e quarta marchas alongadas, o que reduzia o ruído interno em alta velocidade, fonte de muitas reclamações.
Na traseira, novas lentes na lanterna e para-choques redesenhados.
  A volta do motor a álcool, era dada devida a grande procura na época por adaptações em motores a gasolina para rodarem com tal combustível, muitas dessas transformações eram duvidosas e, muitas mexiam de forma invasiva na central eletrônica do carro. Isso fez com que houvesse uma corrida entre as montadoras para o oferecer o primeiro motor flexível, que poderia ser abastecido com ambos os combustíveis puros ou misturados em qualquer proporção, tal recurso já existia nos EUA desde 1991 porém, no país norte-americano nunca foi oferecido o etanol puro, mas sim o E85, onde 15% de gasolina é adicionado ao combustível de origem vegetal, geralmente por lá é usado o milho.
  A Volkswagen saiu na frente e, em março de 2003, era lançado no mercado brasileiro o primeiro carro com motor bicombustível, o Gol 1.6 Total Flex, sua taxa de compressão não era relativamente baixa 10;1, o que fez consequentemente os ganhos em torque e potência serem inexpressivos de 92 cv e 13,9 kgf.m no modelo a gasolina, o flex apresentava 97 cv e 14,1 kgf.m abastecido com o combustível fóssil e, no álcool a potência e o torque eram o mesmo do modelo que usava apenas esse combustível, 99 cv e 14,4 kgf.m. Para o uso de 2 combustíveis distintos o carro foi equipado com tanque de partida a frio como em um carro a etanol, novos bicos injetores, coletor de admissão, válvulas e sedes, filtro e bomba de combustível, tudo preparado para não sofrer a corrosão causada pela água presente no álcool.
Gol 1.6 Total Flex, o primeiro carro flexível do Brasil.
  Em 2004, o Turbo deixava de ser oferecido e, tudo graças a um problema crônico no variador de fase do comando de válvulas de admissão, o defeito fazia com que o carro perdesse potência e consequente tivesse dificuldade para ganhar velocidade. Em 2005, o motor 1.0 16v aspirado também deixava de ser oferecido, mas as bosas novas estavam presentes, o 1.8 agora também passava a contar com a tecnologia flex, oferecendo a potencia de 103/106 cv e o torque 15,5/16 kgf.m, o primeiro número no caso representa os dados com gasolina, o segundo consequentemente os números com álcool. O 1.0 8v, o único remanescente da família AT, foi o primeiro popular flex, apenas um dia antes da Fiat apresentar o Mille e o Palio com a mesma tecnologia em seus motores de mil cilindradas, o 1.0 rendia 65/68 cv e 9,1/9,2 kgf.m, praticamente a mesma potência com ambos combustíveis. A versão 2.0 já não era mais oferecida.
  Assim, mais uma vez o Gol registrou na história todo o pioneirismo que havia se tornado marca do modelo, a Volkswagen abriu com o Total Flex um caminho sem volta, hoje 12 anos depois do primeiro carro nacional flexível, podemos ver como a tecnologia dominou o mercado, talvez hoje a quase totalidade dos veículos produzidos em solo nacional sejam flex. Em mais de uma década, o sistema evoluiu rapidamente, hoje não dependemos mais do tanque de gasolina para partidas a frio, mas nem tudo são flores no caminho dos flexíveis, alto consumo mesmo quando abastecido com gasolina, taxas de compressão elevadas que fazem esses motores não serem amigáveis a nossa gasolina de baixa octanagem e, o preço do etanol que não é atrativo na grande maioria dos Estados brasileiros.

Versões Especiais:


  • A única série especial da segunda fase da primeira reformulação da segunda geração do Gol foi a Rallye, inspirado nos carros que disputavam o Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade, a versão contava com o logotipo da versão nas portas dianteiras e bordado nos bancos dianteiros, aerofólio traseiro, rodas de liga leve em 15 polegadas, painel igual da Parati Crossover e suspensão elevada em 2,7 centímetros. Lançado em 2004, contava com o motor 1.6 Total Flex, no ano seguinte, era disponibilizada também na versão 1.8 também flexível.

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