sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Gol segunda geração, uma grande revolução.


  Desenvolvido sob o códio AB9, após 14 anos, em 1994, era apresentada a segunda geração do Gol. A plataforma básica era praticamente a mesma do modelo anterior porém, a distância entre-eixos estava 11 centímetros maior, apesar de manter o propulsor na posição longitudinal, o mesmo era recuado 3 cm. Outra importante mudança na plataforma estava na parte traseira, o tanque de combustível avançava para baixo do banco traseiro e, o estepe ganhava um novo alojamento, indo agora deitado em uma cuba abaixo do porta-malas, o que solucionava um ponto amplamente criticado na geração anterior quando a mesma passou a utilizar motores arrefecidos a liquido. Externamente, era um choque quando comparado ao modelo anterior, linhas arredondadas e modernas para época faziam o Gol bater de frente com o principal rival dos anos 90, o Corsa da Chevrolet, o interior apesar de manter a estrutura do assoalho dianteira do modelo antigo, repetia as inovações do exterior, as linhas também eram mais arredondadas e o espaço interno mais amplo davam ao Gol um ambiente mais arejado e menos claustrofóbico.
Interior mais amplo e arredondado, os 11 cm extras faziam diferença no banco traseiro.
Gol 1000i Plus, o básico da linha.
  O Gol de segunda geração contava com diversas versões, todas equipadas com injeção eletrônica digital, sistema FIC Ford nas versões mais simples e Bosch restrita ao GTI 2.0 nos 2 primeiros anos. Nos 2 primeiros anos, a versão 1000i e 1000i Plus, vinham equipadas como o motor CHT de origem Ford que passava a render 49,8 cv e 7,3 kgf.m, pesando 895 kg, seu desempenho era modesto, levando 22,4 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h e velocidade máxima de 145 km/h.
  As versões CLi e GLi vinham equipadas com o motor AP, ambos com a mesma injeção eletrônica monoponto e sonda lambda. Disponível nas versões 1.6 e 1.8, tinham um desempenho satisfatório para a época. O 1.6 gerava 76 cv de potência com o torque de 12,3 kgf.m, a velocidade máxima era de 161 km/h e o 0 a 100 km/h era cumprido em 14,4 segundos. O 1.8 era ainda mais interessante com potência de 90,6 cv e torque de 14,3 kgf.m, demorava 11,5 segundos para atingir os 100 km/h e tinha a velocidade máxima de 179 km/h.  Coroando a gama de motores estava o GTI, com motor 2.0, sua potência era de 109 cv e o torque chegava aos 17 kgf.m, a velocidade máxima  era de 185 km/h e fazia o 0 a 100 km/h em 11,2 segundos, número bem próximo do 1.8, o diferencial do GTI ficava por conta do pacote aerodinâmico, rodas de 15 polegadas, bancos Recaro e injeção multiponto.
Gol GTI 8v, rodas diferentes e ausência da bolha no capô, itens vistos na ilustração que abre a matéria.
  Para quem buscava ainda mais desempenho, havia algo inédito na linha, o GTI 16V, um dos carros mais desejados da década de 1990, a na dianteira estavam as mudanças mais marcantes, o conjunto ótico era o mesmo do GTI comum e do TSI com faróis de refletor duplo, mas era na grade que as coisas passavam a ficar diferentes, o emblema GTI 16v vinha em destaque do lado direito, esquerdo olhando o carro de frente e, um pouco mais acima no capô havia um calombo que denunciava que ali havia um 16 válvulas de fluxo cruzado, o ressalto servia para abrigar o coletor de admissão que passava por cima do cabeçote. Importado da Alemanha, o bloco era mais alto e, acomodava bielas 15 mm mais compridas do que as do GTI 8v, essa modificação tornava o motor mais suave em todas as faixas de giro, entregava 141 cv de potência e 17,8 kgf.m de torque, a velocidade máxima era de 203 km/h e o 0 a 100 km/h era cumprido em 10,2 segundos. O motor passava vim apoiado sobre coxins hidráulicos, a transmissão vinha do Audi A4 e foi o primeiro Gol com acionamento hidraúlico da embreagem. A suspensão era inteiramente reformulada contando inclusive com barra estabilizadora no eixo traseiro. No interior havia a opção de couro bicolor, cd player e um inédito subwoofer no porta-malas.
A "bolha" do capô era funcional, sob a capa plástica esta o coletor de admissão, solução para um cabeçote croos-flow.
  Em 1997, chegavam novidades na linha Gol, esse ano foi marcado pela dissolução da Autolatina, o motor CHT deixou de ser fornecido pela Ford, já que as marcas não mais cooperavam entre si. O Gol popular não deixou de ter um motor 1.0, mas agora era um motor novo desenvolvido pela própria montadora, o AT, Alta Tecnologia. Equipado com injeção eletrônica multiponto, o novo motor desenvolvia 62,5 cv de potência, 13 cv a mais que o antigo motor de projeto Renault fornecido pela Ford, o torque máximo subia para 9,1 kgf.m, praticamente 2 kgf.m a mais que o antigo motor, a aceleração de 0 a 100 km/h era feita em 18 segundos, mais de 4 segundos a menos, a velocidade máxima não melhorava tanto, apenas 2 km/h a mais que o anterior totalizando 147 km/h. Para a linha 1998, o Gol chegava a era dos populares com cabeçote multi-válvulas, era o 1.0 16v, versão mais avançada do AT, naturalmente um motor que atingia giros mais altos, a potência era de 69,4 cv e o torque quase não era alterado quando comparado ao 8v, 9,4 kgf.m, o desempenho era próximo ao do 1.0 comum, levando 17,5 segundos para chegar aos 100 km/h, atingindo a velocidade máxima de 157 km/h, nada mal para um popular da época.
Motor AT introduzido em 1997, após a dissolução da Autolatina substituía o AE, teve também a versão 16v.
  O motor popular não foi a única mudança, chegava em fim após 17 anos a versão 4 portas do Gol, algo que era esperado desde o lançamento da segunda geração em 1994. As versões com motor 1.6 e 1.8 agora eram CL 1.6/1.8 Mi e GL 1.8 Mi, todos com injeção eletrônica multiponto, além do melhor gerenciamento do motor, os modelos ganhavam em desempenho. O motor 1.6 rendia agora 88,5 cv de potência e 13,2 kgf.m de torque, acelerando aos 100 km/h em 11,9 segundos, quase 3 a menos que o motor equipado com apenas um injetor, a velocidade máxima era de 175 km/h, 14 em relação ao modelo anterior. O motor 1.8 passaria pelas mesmas melhorias, nesse caso o ganho chegava a quase 8 cv, totalizando 98 cv, o torque era de 15 kgf.m, subindo praticamente um a mais que no antigo sistema, a aceleração de a 100 km/h levava 10,5 segundos 1 a menos que o anterior e, menos até que o GTI 8v, a velocidade máxima era de 182 km/h, 3 a mais que o modelo anterior. O consumo permanecia praticamente inalterado, mas as respostas mais rápidas e o melhor desempenho faziam toda diferença para quem dirigia o carro.
TSI, um esportivo mais acessível, disponível com motor 1.8 e 2.0 8v a partir de 1997. As belas rodas eram de 14 polegadas.
  Ainda falando sobre a mesma época, 1997 foi o último ano do GTI 8v, em seu lugar entrava o TSI 2.0 que manteve a mesma potência, porém com acabamento simplificado, o TSI contava com bancos Recaro mais simples que os do GTI, rodas de desenho diferenciado e 14 polegadas, era praticamente um GTS dos anos 90. O modelo 4 portas tinha também uma versão mais luxuosa que levava o motor 2.0 8 válvulas, era a GLS 2.0, assim  como o GTI 16v, ela vinha com freios ABS, além de computador de bordo e instrumentação com fundo branco. Houve ainda o raríssimo GTI 4 portas no final da geração, perdia o charme das saias laterais e adiantava o que viria na próxima geração, apesar de em 2000 o Gol sofrer sua primeira reforma visual da segunda geração, o modelo original ficou em linha até 2005, o modelo contava com motor 1.0 com potência reduzida para 54 cv, o torque também caia para  8,5 cv, assim como a primeira geração, a segunda do Gol ficou no mercado por muito tempo como veremos nas próximas semanas.
A aguardada versão 5 portas chegava em 1997, no ano seguinte surgia a requintada versão GLS com motor 2.0 8v, em 1999, foram fabricados poucos GTI 16v com essa configuração de carroceria.

Séries especiais:

  •   Gol Rolling Stones: Baseado no CLi 1.6, foi a primeira série especial da segunda geração, trazia como diferencial limpador e desembaçador do vidro traseiro de série, janelas traseiras basculante, adesivos decorativos, toca-ficas FIC e uma fita K-7 do álbum Voodoo Lounge e, fazia alusão ao show da turnê que aconteceu no estadio do Maracanã durante o Holywood Rock de 1995;
  • Gol Atlanta: Baseado no CLi 1.8, era uma homenagem aos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, contava com os mesmos faróis do GTI e calotas com desenho diferenciado;
  • Gol Star: Um CL 1.6 Mi que contava com itens como farol do GTI/TSI, vidros verdes, limpador e desembaçador traseiro e rodas de liga-leve, por dentro apenas um Gol básico.

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