segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Particularidades superficiais do consumidor brasileiro.

  Como já disse algumas vezes, o mercado automotivo brasileiro é muito peculiar, algumas coisas mudam conforme a época mas, outras são imutáveis. Ao contrário do que se pensa, o mercado é feito pelo consumidor e não pelo vendedor, claro que quem vende acaba tentando se livrar dos ditos micos de mercado, mas esses micos foram criados por potenciais compradores, os motivos são vários, falta de tradição de um fabricante, histórico de defeitos de um determinado modelo pela falta de manutenção e, a própria manutenção acima da média para o segmento.
  Alguns carros de alguns fabricantes ou países de origens, são evitados no mercado de usados pela dita fragilidade do projeto, algo que atinge em cheio fabricantes de origem francesa e a falta de tradição enfrentada pelos chineses, nos anos 90 eram os coreanos, e veja só onde Hyundai e Kia se encontram atualmente. No caso dos carros ditos frágeis, vai muito da cultura de manutenção do brasileiro, a grande maioria dos proprietários de carros recorre a uma oficina apenas quando o carro apresenta algum problema grave, isso é o fato da resistência tão aclamada até o início dos anos 90, mas manutenção é tem dois lados, o lado do amor e, o lado da dor, afinal, é mais barato prevenir
do que concertar.
  Veículos com algum histórico de defeito de fábrica ou que tenham sofrido recall também são excluídos por muitos compradores, mesmo que tenha sido sanado o problema. Mas um fato curioso é como a quilometragem influência o brasileiro, a grande maioria olha para um carro de baixa quilometragem como uma joia, um belo achado, mas acabam deixando passar batido indícios de adulteração do odômetro e de falta de manutenção, um carro pouco rodado nem sempre é sinônimo de um carro bem cuidado.

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