quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Lubrificante automotivo, algo simples porém complexo.

 
Uma manutenção simples e que prolonga muito a vida útil do motor, a troca de óleo, por mais simples que possa parecer esse procedimento, deve-se ficar atento quanto a alguns detalhes, principalmente quando se trata na especificação do lubrificante, o tipo de óleo utilizado sempre estará presente no manual do proprietário, as informações contidas ali nem sempre são claras, mas a especificação, essa sim deve ser seguida como forma de manter o motor limpo e bem lubrificado.
  Existem três tipos de lubrificante no mercado, os de base mineral, os semissintéticos e os sintéticos, o mineral geralmente é utilizado em motores com projeto mais antigo, ele se deteriora mais rapidamente quando comparados com os outros 2 tipos. o Semissintético une um pouco dos dos tipos, sua durabilidade é maior quando comparada ao mineral, o Sintético por sua vez é um óleo mais estável, suporta melhor altas temperaturas e pressão, demora muito mais tempo para iniciar a oxidação, além de ter uma melhor capacidade de lubrificação graças a sua maior aderência a superfícies metálicas.
  Os lubrificantes são normatizados pela API (American Petrolium Institute). Essa normatização é sempre iniciada pela letra S e, seguida por outra letra sendo a especificação mais antiga a SJ, sendo substituída pela SL e assim por diante, atualmente a mais moderna de todas é a SN, a especificação da API esta diretamente ligada a carga de aditivos empregados no lubrificante, atualmente entorno de 40% do óleo é constituído de aditivos, eles são responsáveis pela ação de limpeza, proteção e redução do atrito entre as peças móveis do motor. Não é recomendado por nenhum fabricante a adição de outras substâncias ao óleo, já que esses aditivos podem reagir de maneira inesperada quando em contato com outras substâncias presentes no lubrificante.
  O índice de viscosidade é determinado pela SAE (Sociedade Americana de Engenheiros Automotivos), existem os lubrificantes mono-viscosos que mantém a viscosidade independente da temperatura de trabalho, geralmente óleos de transmissão são do tipo mono-viscoso.Os multi-viscosos geralmente são utilizados em motores e, quanto mais alto for o índice de viscosidade, mais estável é o lubrificante. Quanto menor a viscosidade, mais fácil será a circulação do óleo pelo motor, os índices de óleos multi-viscosos contem sempre números com um W no meio, esse W é de winter, ou inverno em inglês, por exemplo: um óleo 5W30 age como um 5W na hora da partida, sendo menos viscoso e, reduzindo o desgaste nessa condição, já que ele chegará de forma mais rápida a todas as partes do motor. Quando a temperatura sobe, sua viscosidade é equivalente a SAE 30, sendo mais viscoso afim de se manter mais estável em contato com a superfície metálica, Quanto mais eficiente é a usinagem das peças, menos viscoso o óleo utilizado, em usinagens menos sofisticadas, o óleo é mais viscoso, isso explica por si o o porque atualmente os óleos são cada vez menos viscosos.
O prolongamento da troca, ou mistura de lubrificantes diferentes podem causar a borra.
  A troca do óleo deve ser feita da forma convencional, por gravidade, já que essa forma é a mais eficiente no esgotamento quase que total do lubrificante usado, toda troca por mais que não indique no manual do carro, deve ser trocada junto com o filtro de óleo, já que os contaminantes permanecem naquele pequeno volume de óleo do filtro já contaminando o novo. Durante o período entre astrocas, pode ser preciso completar o nível, mas deve ser atentado quanto ao uso do lubrificante de mesma especificação e marca, já que cada uma usa aditivos diferentes podendo causar até mesmo borra no motor, salvo em situações emergenciais, onde é preferível completar o nível com óleo diferente a prejudicar o motor.
Troca por gravidade, método mais eficiente.
  Na hora de escolher o melhor lubrificante para o motor do seu carro, deve-se levar em conta as especificações API, SAE e tipo de base compatíveis com o motor, a marca pouco importa, mas deve ser de qualidade. Muitos carros permitem o uso de diferentes viscosidades de lubrificante, devendo se dar preferência ao índice mais baixo já que nessas condições o óleo acaba tendo maior eficiência na lubrificação aliada a uma pequena economia de combustível. Um motor que usa lubrificante de basem mineral pode usar semissintético ou sintético, um motor que utiliza semissintético pode utilizar o sintético, mas o contrário jamais deve ser feito, assim como a mistura dos tr~es tipos de base.

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