segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Protecionismo exagerado, mercado estagnado.

 
A evolução do automóvel nos últimos 20 anos tem sido extremamente rápida, no Brasil o impacto é ainda maior, já que durante 30 anos tivemos um mercado fechado para produtos importados. O ano de 1991, promoveu um choque de realidade com a reabertura dos portos, a injeção eletrônica que havia debutado no país em 1988 com o Gol GTI, era regra na esmagadora maioria dos carros vindos da Europa, Japão e América do Norte. Carros vistos como primazias tecnológicas da industria nacional tornaram-se obsoletos da noite para o dia.
  Após a implantação do Plano Real, a estabilização da economia fez com que houvesse uma explosão na venda dos carros importados, o Dólar era praticamente páreo com a moeda nacional e, muitas vezes era mais vantajoso comprar um importado pelo conforto, tecnologia e preço a comprar um carro fabricado no país. A industria nacional não acompanhava a inovação estrangeira, o governo pressionado pelas montadoras, o governo aumentou a alíquota do IPI sobre produtos importados no anos de 1997, o valor dos carros importados subiram muito e, a venda de carros nacionais aos poucos foi aumentando, inclusive com a nacionalização do Honda Civic e Toyota Corolla.
  Mais recentemente, no ano de 2012, a alta carga tributária imposta a industria nacional, carros importados do México, beneficiados pelo acordo comercial entre as nações, coreanos também chegavam com valor competitivo e mais equipados do que nacionais equivalentes. Ao invés de incentivar a industria nacional com redução de encargos trabalhistas, esses muito relevantes no valor final de qualquer produto e, fazer as montadoras investirem na melhoria de seus produtos contra a concorrência estrangeira, a solução foi mais uma vez o protecionismo, cotas foram impostas aos carros vindos do México e, o IPI sofreu um novo aumento para carros produzidos em outros países.
  O atual mercado automotivo nacional passa por uma de suas maiores crises, mas é uma crise que em partes é causada pelo protecionismo, o Inovar Auto é uma estratégia ineficiente de evolução tecnológica, proibir a concorrência e fechar o mercado de forma velada, é voltar aos anos 70 e 80, onde os carros nacionais aproveitavam projetos obsoletos e tinham um alto-custo. A livre concorrência com outros mercados incentivam a incorporação de tecnologia na industria brasileira, a concorrência externa estimula processos produtivos eficientes e a redução dos lucros, mas isso é algo utópico, já que a regulação exagerada é marca registrada do mercado nacional. 

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