quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O sucesso dos compactos urbanos, o que vem por ai.

  Desde a abertura das importações no início dos anos 90, muitas montadoras tentaram emplacar no Brasil compactos de uso urbano, porém, àquela altura o mercado não estava preparado para veículos ainda menores quando comparado aos veículos de entrada que já existiam em no mercado. Nessa lista existiam carros como Renault Twingo, Subaru Vivio, Daihatsu Coure e Ford Ka, o único que obteve exito inclusive pelo fato de ser uma montadora tradicional no país e, por ter tido produção local.
  No ano de 2014, a Volkswagen lançou no Brasil o Up, um carro menor que o Gol, porém maior que o modelo europeu totalizando 3,60 metros de comprimento, 6,5 centímetros a mais. O Up chegou já fazendo barulho, seu alto preço fez com que as vendas demorassem para emplacar, porém seu motor 1.0 de 3 cilindros que gera 82 cv quando abastecido com etanol e, sua segurança, com carroceria fabricado em aços de alta resistência, tudo exatamente no padrão do carro europeu, fez com que aos poucos fosse conquistando seu espaço no mercado, um ano após o lançamento chegou a versão TSI com motor equipado com turbocompressor e algumas revisões internas para suportar a sobrealimentação, a potência nesse caso chega aos 105 cv, mas o carro esta longe de ser um esportivo.
Volkswagen Up, lançado em 2014 foi o pioneiro dos hatchs urbanos atuais.
  Apesar de quase 30 centímetros maior que o Up, o Ka em sua terceira geração, enorme quando comparado ao carro da primeira, entra no páreo com o modelo Volkswagen pela sua motorização 1.0 de três cilindros de 85 cv, que conta com correia dentada banhada em óleo, o papel é exatamente o mesmo, ser um veículo de entrada. O carro de entrada da Ford conta ainda com uma versão sedan, o Ka+, o que demonstra que sua comparação com os novos compactos que estão prestes a chegar não é tão sensata assim.
Lançado meses após o Up o Ka é 30 centímetros maior.
  A Fiat trabalha em um substituto para o Palio Fire, carro baseado ainda no modelo de 1996 com a reestilização de 2004. O carro que já foi apresentado por boa parte da imprensa em projeções, é visto rodando frequentemente em Pernambuco, o projeto x1h, já tem nome definido, será Mobi e deve ainda matar a versão de entrada do Uno a Vivace. Quem já viu o Fiat rodando disfarçado em testes afirma que o tamanho é similar ao do Up, mas traz linhas mais arredondadas, assim como o concorrente o Mobi terá que prova suas qualidades, já que seu estilo promete ser bem controverso. Apesar de ser um projeto novo, no início o pequeno Fiat deverá utilizar o antigo motor Fire EVO do Uno de 75 cv, para 2017 é esperado um novo motor 1.0 de 3 cilindros que devera ter 5 cv a mais e, disponibilizar o torque em rotações mais baixas.
Fruto do projeto x1h, o Mobi deve ser próximo ao carro da projeção.
  Outra montadora que promete fazer barulho esse ano é a Renault. O Clio II lançado no Brasil em 1998, era um carro completo, contava com air-bag duplo em todas as versões, freios abs a partir das intermediárias, atualmente esses itens são oferecidos no Clio apenas porque a lei obriga, um ótimo projeto para sua época hoje sente os efeitos dos quase 20 anos de fabricação e do empobrecimento, tanto que atualmente quase não é lembrado. A carta na manga da Renault é o Kwid, que deverá ter outro nome por aqui. Um hatch com apenas 3,67 de comprimento com jeito de SUV. Já vendido no mercado indiano, a versão brasileira promete ganhar reforços na estrutura, ganhando também um peso extra, porém a motorização será 1.0 de 3 cilindros e potência por volta dos 80 cv. O Kwid mescla elementos visuais que remetem ao Sandero e ao Duster, o painel digital e a central multimídia com tela de um bom tamanho e GPS integrado.
Com aparência de um SUV em miniatura, o Kwid deve aposentar o Clio como carro de entrada da marca no país.
  O mercado de compactos urbanos ou citadinos, está em grande expansão, o uso no circuíto urbano é agradável graças as dimensões supercompactas e a facilidade para estacionar em vagas pequenas. O ponto forte ainda é o desempenho, motores pequenos mas com boa entrega de torque e potência fazem deles carros divertidos e eficientes, já que esses motores prometem menor consumo. São carros racionais para quem busca o primeiro carro, casais sem filhos ou mesmo para quem depende do carro para se locomover frequentemente dentro dos grandes centros urbanos a serviço ou a lazer e, quem sabe até aquela viagem rápida para a praia ou sítio.
  

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