quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Renovação da frota, o buraco é mais embaixo.


Esse início de ano, vem sendo marcado pela expectativa sobre o plano de renovação da frota nacional que deve ser apresentado pelo Governo Federal ainda esse mês. O plano é polêmico e, tem como principal propósito, tirar de circulação os carros com mais de 15 anos de uso. A Fenabrave, enxerga a medida como uma saída para a crise financeira que atinge em cheio a industria automobilística nacional, no final de 2015, as vendas voltaram ao mesmo patamar de 2006, a expectativa é que a medida aumente em 500 mil unidades vendidas anualmente. Falta ainda definir quem financiara as vendas, já que o governo sinaliza que não poderá arcar com recursos.
  Ainda mais recentemente, o Ministro da Fazenda Nelson Barbosa, afirmou em reunião com Luiz Moan, diretor da Anfavea, que não há espaço para incentivos fiscais para o programa. A meta é manter em circulação automóveis com até 15 anos de fabricação e caminhos com 30 anos, o pretexto é de deixar as estradas mais seguras e reduzir a emissão de poluentes, segundo Anfavea e Fenabrave os 500 mil veículos a mais por ano não são tem como foco o lucro (sabemos que é verdade). A Confederação Nacional dos Transporte, propôs onerar ainda mais o proprietário de veículos, criando o "seguro da sustentabilidade veicular", assim como o DPVAT, a nova contribuição seria feita de forma compulsória e, uma exigência para o licenciamento do veículo.
  O programa funcionará da seguinte forma, caso venha a ser implementado, quando o veículo completar os 15 anos, o proprietário deverá se dirigir a uma concessionária ou revenda independente, onde receberá uma carta de crédito com o valor proporcional para dar entrada em um zero quilômetro, o veículo antigo será destinado a reciclagem.
Falta de manutenção não é exclusividade de carros mais velhos.
  O projeto é audacioso e, não agrada em nada proprietários de veículos antigos e que tem apego ao seu carro velhinho. A renovação da frota de forma compulsória não é uma boa alternativa para renovar a frota, uma vez que existem carros antigos em perfeitas condições de uso e muitos com menos de 10 anos em estado deplorável de conservação. A medida tem sim como fundo o benefício do setor automobilístico nacional, por mais que as entidades ligadas a ele neguem.
  Um outro ponto importante, com carros até 15 anos de uso circulando, outro benefício concedido a carros com 20 anos ou mais passaria a não existir, a isenção do Imposto de Propriedade de Veículos Automotores, o famigerado IPVA, Esse projeto é mais uma tentativa de lesar o consumidor por uma decisão unilateral, mais carros novos na rua seria bom? Com um preço justo e de forma natural, com carros mais equipados seria uma boa, mas tudo que é feito por imposição tende a falhar. Além disso tudo, sabemos que muito carro com mais de uma década e meia tem a manutenção melhor do que carros com 5 anos de uso, fora que muitos são mais econômicos. Momentos de crise como o atual deveria ser marcado pela baixa de preços e incentivo ao consumo e não por projetos mirabolantes, nós, apaixonados por carros somos desunidos, reclamamos muito e agimos pouco, no geral se o brasileiro fosse mais ativo, as coisas não chegariam a esse ponto;.
  

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